Um homem foi preso temporariamente nesta quinta-feira (dia 13), em Ribeirão Preto, São Paulo, suspeito de participar do ataque que deixou Clayton Lima Nogueira, de 34 anos, conhecido como Bahiano, gravemente ferido. Clayton é irmão da fotógrafa Etyla Mariely, que atuou durante anos em Volta Redonda.
O crime aconteceu no fim de julho. Clayton, que vivia em situação de rua, teria sido abordado, agredido e levado para um galpão, onde, segundo a investigação, criminosos jogaram álcool sobre o corpo dele e atearam fogo.
A vítima conseguiu escapar mesmo com graves ferimentos e pedir ajuda. Clayton sofreu queimaduras em aproximadamente 20% do corpo e continua internado em estado grave na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Segundo a Polícia Civil, ele ainda necessita de cuidados intensivos e pode precisar passar por enxertos de pele.
A prisão ocorreu durante uma operação da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais, com apoio do Grupo de Operações Especiais. Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão.
Durante a operação, os policiais apreenderam duas armas de fogo registradas, munições, simulacros e dois celulares. O material será analisado e pode ajudar a polícia a identificar outros envolvidos no crime.
De acordo com o delegado Fernando Bravo, a investigação já identificou pelo menos duas pessoas suspeitas de participação no ataque. O homem preso nesta quinta-feira negou envolvimento.
A Polícia Civil também informou que vai comunicar o Exército sobre uma das armas apreendidas, já que o suspeito possui antecedente por porte de arma de fogo.
Família recebeu notícia após vítima lembrar nome da irmã
Após ser socorrido, Clayton conseguiu se lembrar do nome da irmã. A equipe do Hospital das Clínicas conseguiu localizar Etyla Mariely, que atualmente mora no Espírito Santo.
A fotógrafa relatou nas redes sociais o impacto ao descobrir que o irmão havia sido vítima do ataque e pediu justiça.
Clayton, segundo familiares, enfrentava problemas relacionados à dependência química e trabalhava com a coleta de materiais recicláveis.
A investigação continua para esclarecer a motivação do crime, identificar todos os envolvidos e determinar a participação de cada suspeito.