
O fim da janela partidária, encerrada em 4 de abril, mexeu no tabuleiro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, 12 deputados estaduais trocaram de partido e alteraram o peso das bancadas na Alerj, num movimento que reforçou sobretudo o espaço de PL e PSD dentro da Casa.
O principal ganho foi do PL, que passou de 18 para 22 parlamentares e manteve com folga a posição de maior bancada da Assembleia. O PSD também avançou bastante. A sigla saiu de cinco para 10 deputados e assumiu a segunda colocação no novo ranking partidário.
A movimentação amplia o espaço de articulação dos dois partidos no plenário e tende a influenciar votações, formação de blocos e negociações em torno de pautas estratégicas nos próximos meses.
No caso do PL, a legenda recebeu nomes como Dr. Pedro Ricardo, Marcelo Dino, Fred Pacheco, Chico Machado e Jorge Felippe Neto, reforçando ainda mais sua presença na Assembleia.
O PSD também saiu fortalecido. O partido passou a contar com André Corrêa, Carla Machado, Célia Jordão e Vinícius Cozzolino, além do retorno da deputada Lucinha à sigla.
Houve ainda mudanças em outras legendas. Giovani Ratinho deixou o Solidariedade e foi para o MDB. Já Rafael Picciani trocou o MDB pelo União Brasil. O PMN, por sua vez, perdeu sua única cadeira com a saída de Fred Pacheco.
Com isso, o novo desenho das bancadas na Alerj ficou assim: PL, com 22 deputados; PSD, com 10; União Brasil, com 8; PT e Psol, com 5 cada; PP e Republicanos, com 3 cada; PDT, Solidariedade, MDB, PSB e PC do B, com 2 cada; e Avante, Agir, Podemos e PRD, com 1 parlamentar cada.
A bancada do PL passa a ser formada por Alan Lopes, Alexandre Knoploch, Anderson Moraes, Chico Machado, Delegado Carlos Augusto, Douglas Ruas, Dr. Deodalto, Dr. Pedro Ricardo, Filippe Poubel, Fred Pacheco, Giselle Monteiro, Guilherme Delaroli, India Armelau, Jair Bittencourt, Jorge Felippe Neto, Marcelo Dino, Márcio Gualberto, Renan Jordy, Renato Miranda, Samuel Malafaia, Thiago Gagliasso e Valdecy da Saúde.
No PSD, a bancada agora reúne André Corrêa, Carla Machado, Célia Jordão, Claudio Caiado, Guilherme Schleder, Lucinha, Luiz Paulo, Munir Neto, Sergio Fernandes e Vinícius Cozzolino.
O União Brasil ficou com Arthur Monteiro, Brazão, Bruno Dauaire, Fábio Silva, Filipe Soares, Rafael Nobre, Rafael Picciani e Rodrigo Amorim.
No PT, estão Elika Takimoto, Marina do MST, Renato Machado, Verônica Lima e Zeidan. No Psol, a bancada é composta por Dani Monteiro, Flávio Serafini, Professor Josemar, Renata Souza e Yuri Moura.
O PP tem Carlinhos BNH, Dionísio Lins e Gustavo Tutuca. O Republicanos conta com Carlos Macedo, Danniel Librelon e Tia Ju. O PDT ficou com Martha Rocha e Vítor Júnior. O Solidariedade, com Felipinho Ravis e Sarah Poncio. O MDB, com Giovani Ratinho e Rosenverg Reis. O PSB tem Carlos Minc e Jari Oliveira. O PC do B reúne Dani Balbi e Lilian Behring.
Nas bancadas de um nome só, ficaram Thiago Rangel, pelo Avante; Julio Rocha, pelo Agir; Franciani Motta, pelo Podemos; e Val Ceasa, pelo PRD.
O novo arranjo partidário reforça a concentração de força em bancadas maiores e deixa partidos menores mais dependentes de acordos para ampliar influência nas votações. Também sinaliza uma reorganização de olho no calendário eleitoral, com legendas reposicionando quadros e tentando ganhar tração política dentro e fora da Alerj.
Com informações d´Agenda do Poder