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O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta sexta-feira, dia 17, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ele obteve 44 votos favoráveis e uma abstenção. A votação ocorreu sem concorrentes e foi marcada pela ausência de 25 parlamentares de partidos de oposição.
Deputados de legendas como PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL não participaram do pleito. O grupo está alinhado politicamente ao ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que é pré-candidato ao governo estadual. A ausência foi definida como forma de protesto contra o modelo de votação adotado.
A eleição foi realizada com voto aberto, ponto central da insatisfação da oposição. Parlamentares afirmam que o formato expõe os deputados a pressões políticas. Nos bastidores, a estratégia de não participação também busca esvaziar o processo e reforçar questionamentos judiciais já em andamento.
Esta é a segunda vez que Ruas é eleito para a presidência da Casa. Em 26 de março, ele já havia sido escolhido com apoio de 45 deputados, mas a votação foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, após pedidos apresentados por partidos como PSD e PDT.
Antes da sessão, partidos de oposição anunciaram o boicote. Já a base aliada se articulou para garantir a eleição.
No período da manhã desta sexta-feira, deputados de partidos de direita se reuniram no gabinete do presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), para alinhar estratégias e o discurso político durante a votação.
Nos bastidores, também foram discutidos possíveis desdobramentos após a eleição. Um dos cenários considerados envolve eventual impedimento jurídico de Ruas para assumir o governo do estado em caso de vacância no Executivo, já que o cargo de presidente da Alerj integra a linha sucessória.
Diante dessa hipótese, aliados avaliam a possibilidade de que, mesmo eleito presidente, Ruas se licencie do cargo para se dedicar à campanha eleitoral, evitando questionamentos jurídicos. Nesse cenário, Guilherme Delaroli permaneceria à frente da Casa como presidente em exercício.
A eleição ocorre em meio a disputas políticas e judiciais que envolvem o comando do Legislativo estadual e seus reflexos na sucessão do governo do Rio de Janeiro.
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