Com seis novas equipes, operação poderá realizar até 14 ações simultâneas nos dias de maior incidência de alcoolemia
A Operação Lei Seca recebeu reforço no efetivo de fiscalização no Estado do Rio de Janeiro. Chegaram 27 novos policiais ao programa, o que permitiu a criação de seis novas equipes de fiscalização e ampliou a capacidade operacional para até 14 ações simultâneas nos dias de maior incidência de alcoolemia nas vias fluminenses.
A medida acontece em um momento de alerta. Dados da própria operação mostram que o percentual de motoristas flagrados com álcool no sangue passou de 4,97%, registrado entre 2014 e 2019, para 10,10% no período pós-pandemia, entre 2022 e abril de 2026. Só em abril deste ano, 9,47% dos motoristas abordados apresentaram alcoolemia, indicando tendência de alta após leve recuo em 2025.
Em 17 anos de fiscalização no Rio de Janeiro, a operação já realizou mais de 42,6 mil ações, abordou quase 5 milhões de motoristas e aplicou mais de 4,5 milhões de testes de etilômetro. Foram registradas mais de 360 mil ocorrências envolvendo consumo de álcool ao volante.
Os resultados acumulados da Lei Seca no estado são expressivos. Desde 2008, os índices de acidentes e vítimas recuaram pelo menos 40%. Na comparação entre 2008 e 2025, a taxa de mortes no trânsito do Rio caiu mais de 21%. Entre os feridos em acidentes, a redução foi ainda mais significativa: 38,6%.
No Brasil, desde a entrada em vigor da legislação, em junho de 2008, foram registradas mais de 3,2 milhões de infrações relacionadas à combinação entre álcool e direção. Em 2026, até abril, o país já contabilizava 160.678 infrações — média de 1.339 por dia, ritmo superior ao de todo o ano anterior.
“A fiscalização precisa ser firme, mas a consciência precisa vir antes da blitz. O ideal é que o motorista não beba e dirija porque sabe que pode matar, não apenas porque teme ser multado”, afirmou o deputado federal Hugo Leal, autor da Lei Seca, que completa 18 anos em 2026.