BARRA MANSA / ITABORAÍ
Após sete anos de angústia — sendo três de silêncio e quatro aguardando o desfecho de um processo judicial —, uma jovem, hoje com 18 anos, conseguiu justiça. Nesta quarta-feira, 20, a Justiça determinou a prisão de seu próprio pai, um homem de 48 anos, condenado a 25 anos e nove meses de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável. A prisão foi efetuada na cidade de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio.
De acordo com o delegado titular da 90ª DP (Barra Mansa), Marcus Montez, os agentes localizaram o condenado após um minucioso trabalho de inteligência. O homem foi transferido para Barra Mansa ainda nesta quarta-feira para o cumprimento dos trâmites burocráticos e, em seguida, será encaminhado ao sistema prisional.
O mandado de prisão preventiva foi expedido na última terça-feira, 19, pelo Juizado de Violência Doméstica, Familiar e Especial Adjunto Criminal de Barra Mansa.
Histórico de abusos
Segundo os autos do processo, as agressões começaram quando a vítima tinha apenas 11 anos. A menina, que sempre morou com os avós maternos, frequentava a casa do pai uma vez por mês para passar a tarde ou passar a noite.
Em depoimento, ela relatou que o pai começou com atos de libertinagem que evoluíram para perda da virgindade. Ela ainda era obrigada a fazer sexo oral nele e também a se submeter a sexo anal. Os abusos ocorriam na residência do acusado, sempre nos momentos em que a madrasta estava fora trabalhando. A jovem também revelou que era forçada a assistir a filmes pornográficos e a reproduzir as cenas com o agressor.
Quando completou 14 anos conseguiu denunciar tudo que passava. Ao ser questionada por um tio sobre o motivo de resistir tanto a ter contato com o pai, a adolescente rompeu o silêncio. A denúncia deu início ao processo judicial que tramitou por quatro anos até a condenação.
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