Os advogados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitaram à Polícia Federal um novo prazo para o senador e pré-candidato à Presidência depor na investigação sobre suposta calúnia contra o presidente Lula (PT). Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes mandou a corporação ouvir Flávio em até dez dias.
Ao delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pelo caso, a defesa do senador alegou que não seria possível realizar a oitiva no período determinado e disse que o intervalo fixado seria curto demais. Acrescentou não se tratar de “descaso”, mas das atividades da pré-campanha, a exemplo de viagens e compromissos previamente agendados.
A defesa pediu a disponibilização de novas datas, “com antecedência razoável”, e afirmou que a alteração não prejudicaria a apuração, uma vez que a jurisprudência do STF admite inquéritos de longa data. De acordo com os advogados, não há risco de prescrição da pretensão punitiva – o prazo máximo para o Estado julgar e punir alguém por um crime.
No mês passado, a PF concluiu que o senador cometeu o crime de calúnia ao associar Lula ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro. O episódio ocorreu após a captura do chavista pelos Estados Unidos. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, escreveu o pré-candidato do PL.