Um homem efetuou um disparo para o alto durante uma manifestação de estudantes em apoio ao presidente e candidato à reeleição Lula (PT), nesta quinta-feira 8, em frente à Universidade Federal de Sergipe, na região metropolitana de Aracaju.
Segundo relatos, o bolsonarista estava em um Fiat Siena da cor prata, saiu do veículo, apontou uma arma na direção de alguns manifestantes e atirou. Em seguida, voltou ao automóvel e arrancou.
Vídeos que circulam nas redes sociais e em grupos de WhatsApp mostram a correria provocada pelo episódio. Um estudante que presenciou a cena contou a CartaCapital que o homem xingou os manifestantes antes de efetuar o disparo. Não há informações sobre a identidade do autor do tiro.
O episódio ocorreu em meio a uma série de mobilizações em diferentes cidades brasileiras em apoio à reeleição de Lula e contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), com quem o petista disputa o segundo turno.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que está apurando os relatos e, até o momento, não há confirmação de disparos nem registro de pessoas feridas. “Equipes da Polícia Militar acompanham a manifestação e monitoram a situação. A Polícia Civil também atuará na apuração do caso, incluindo a coleta e análise de imagens da região, para esclarecer as circunstâncias do ocorrido”, diz.
Veja um dos momentos do tumulto:
Em publicação nas redes sociais, o advogado-Geral da União, Jorge Messias, classificou o episódio como “violência política” e disse que o Brasil já sabe as consequências dessa escalada de tensão. “É hora de interromper essa escalada. Basta de violência política, intolerância e ataques à democracia”, escreveu.
Já Guilherme Boulos (PSOL), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que o episódio é uma representação do “Brasil dos Bolsonaro”.
O Diretório Central dos Estudantes da UFS repudiou o episódio de violência. “Sacar uma arma e disparar contra o céu diante de uma manifestação pacífica é um ato de grave irresponsabilidade que ameaça a vida e afronta a democracia”.