TRÊS RIOS
O Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ) obteve a condenação de Diovani Costa da Silva, conhecido como “Guim”, a 22 anos de prisão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menores. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (09/06), no Tribunal do Júri de Três Rios, pelo assassinato de Jordan Marcelo Lima de Souza Arnizau, morto a tiros em abril de 2024, em um crime relacionado à atuação da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) na região.
A sessão plenária foi conduzida pelas promotoras de Justiça Mariáh Paixão e Rita Cid, integrantes do GAEJURI/MPRJ, que sustentaram, com base em laudos periciais, depoimentos e demais provas produzidas ao longo da instrução criminal, que o homicídio foi praticado por motivo torpe, associado à disputa pelo domínio territorial e ao fortalecimento da facção criminosa na localidade. O julgamento foi acompanhado pela promotora de Justiça Gabriela Lopes, titular da Promotoria de Justiça de Três Rios responsável pelo caso.
As investigações apontaram que Diovani e outro acusado agiram em conjunto com dois adolescentes, cercando a vítima para impedir qualquer possibilidade de fuga. Jordan ainda tentou escapar, mas foi atingido por diversos disparos. O corréu responde ao processo em separado.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo GAEJURI/MPRJ e reconheceu as qualificadoras descritas na denúncia, além da prática do crime de corrupção de menores, em razão da participação direta de adolescentes na execução do homicídio.
“A condenação reafirma a efetividade da atuação do Tribunal do Júri no enfrentamento de crimes violentos ligados à criminalidade organizada e representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante de uma execução praticada com extrema gravidade”, destacou a coordenadora do GAEJURI/MPRJ, promotora de Justiça Simone Sibilio
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