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Setor metalmecânico apresenta preocupações com Reforma Tributária para Eduardo Paes

VOLTA REDONDA

Representantes da indústria metalmecânica fluminense discutiram nesta quarta-feira, dia 10, os impactos da Reforma Tributária e o futuro da competitividade do setor no estado do Rio de Janeiro. O debate aconteceu durante uma edição especial do Café e Negócios do Aço, promovida pela Associação dos Processadores de Aço do Estado do Rio de Janeiro (Aproaço), no auditório da Cinbal, em Volta Redonda. O evento reuniu cerca de 50 empresários e lideranças do segmento e contou com a participação do ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes.

Durante o encontro, o presidente da Aproaço, Haroldo Filho, chamou atenção para os desafios que a indústria de transformação poderá enfrentar com a implementação da Reforma Tributária e o fim gradual dos incentivos fiscais atualmente concedidos ao setor. Segundo ele, existe preocupação com a possibilidade de perda de competitividade e eventual migração de empresas para estados que ofereçam condições mais atrativas para investimentos.

Dados apresentados pela associação apontam que a cadeia de processamento de aço responde por aproximadamente 340 mil empregos diretos e indiretos no estado e movimenta cerca de R$ 1,4 bilhão em massa salarial. O estudo foi encomendado pela entidade para avaliar os impactos econômicos dos benefícios fiscais concedidos ao segmento.

Após acompanhar a apresentação, Eduardo Paes destacou a importância do diálogo institucional entre o setor produtivo e o poder público. Segundo ele, as demandas da indústria precisam ser discutidas de forma organizada por meio das entidades representativas.

Paes afirmou ainda que pretende aprofundar o debate sobre os efeitos da Reforma Tributária na economia fluminense e ressaltou a necessidade de construir alternativas que preservem a competitividade das empresas instaladas no estado durante o período de transição previsto pela legislação.

Para Haroldo Filho, a reunião representou mais um passo na busca por segurança jurídica e previsibilidade para os investimentos do setor. Ele destacou a importância de ampliar o diálogo com lideranças políticas para garantir que a relevância econômica da cadeia do aço seja considerada nas discussões sobre o futuro do desenvolvimento industrial do Rio de Janeiro.

O presidente da Aproaço também alertou para a necessidade de medidas que assegurem a manutenção dos empregos, da arrecadação municipal e da capacidade produtiva da indústria fluminense diante das mudanças previstas pela Reforma Tributária. “Quem for governar o estado do Rio de Janeiro em 2027 terá uma grande máquina de gerar empregos e arrecadação, mas que se não houver atenção aos gargalos do setor, ela poderá parar”, explicou Haroldo Filho.

O encontro faz parte de uma série de iniciativas da entidade voltadas ao fortalecimento do setor metalmecânico e à defesa de políticas que garantam condições de competitividade para a indústria instalada no estado.

 


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