PORTO REAL
O vereador Anderson Martins Florentino, o Dr. Andrinho (União Brasil), denunciou durante a sessão da Câmara Municipal de Porto Real, realizada na segunda-feira, dia 6, a paralisação da base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no município. Segundo o parlamentar, as ambulâncias deixaram de operar por falta de repasses financeiros da Prefeitura ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paraíba (Cismepa), responsável pela gestão regional do serviço.
Dr. Andrinho afirmou que buscou documentos oficiais antes de levar o assunto à tribuna. Segundo ele, após solicitar informações ao Cismepa, recebeu o Ofício nº 68/2026, que confirma a existência de débitos do município relacionados ao custeio operacional do Samu e às despesas administrativas do consórcio.
Conforme o documento apresentado pelo vereador, Porto Real possui uma dívida de R$ 313 mil referente aos repasses do custeio operacional do Samu, correspondentes aos meses de agosto a dezembro de 2025 e de janeiro a junho de 2026. Além disso, há um débito de aproximadamente R$ 69 mil referente ao custeio administrativo do consórcio, acumulado entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. Somados, os valores ultrapassam R$ 380 mil.
Documento encaminhado pelo Cimespa ao vereador aponta dívida de Porto Real com o Samu – Divulgação
Na tribuna, o parlamentar afirmou que a inadimplência inviabiliza a manutenção da equipe e da estrutura do Samu. “Não tem como manter ambulâncias na base sem pagar médicos, enfermeiros, motoristas e combustível. Ninguém trabalha de graça”, declarou.
De acordo com Dr. Andrinho, representantes do Cismepa informaram que o consórcio vinha mantendo o atendimento mesmo diante da falta de pagamento, mas que a continuidade do serviço tornou-se financeiramente inviável após quase dois anos de atrasos.
O vereador também demonstrou preocupação com a suspensão do atendimento para a população de Porto Real, principalmente em casos de urgência e emergência, quando o Samu representa o principal meio de socorro. “Será que o chefe do Executivo não sabe disso? Um homem que é médico e conhece a saúde? Deixou o nosso povo sem ambulância? Uma ambulância para atender a população tem que sair de Quatis. Um minuto, dois minutos faz diferença”, disparou o parlamentar.
Ao final do discurso, Dr. Andrinho afirmou que continuará cobrando providências do Poder Executivo até que o serviço seja restabelecido no município.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Porto Real não havia se manifestado sobre as declarações feitas pelo vereador nem sobre os débitos apresentados durante a sessão legislativa. O espaço permanece aberto para posicionamento do Executivo.
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