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SES-RJ reforça vacinação para prevenir febre amarela no estado

Especialistas reiteram que a doença é transmitida por mosquitos, não por macacos. (Foto: Depositphotos)

Estado do Rio – A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) anunciou nesta quinta-feira (6) que elaborou uma estratégia para intensificação da vacinação contra a febre amarela no estado. O objetivo é criar um cinturão de prevenção e proteção contra a doença, prioritariamente em sete municípios do estado: Quatis, Resende, Valença e Itatiaia são consideradas áreas de influência de corredores ecológicos, favoráveis à dispersão do vírus por meio da mata. Já Paraty, Mangaratiba e Angra dos Reis costumam atrair muitos turistas, especialmente no período do Carnaval, por isso também foram incluídas neste momento pela SES-RJ.
A Secretaria solicitou novas doses da vacina ao Ministério da Saúde para garantir a proteção para quem ainda não tomou nenhuma dose do imunizante nos municípios elencados. Em 2017, o Estado do RJ passou por uma epidemia da doença e, naquela época, mais de 11 milhões de doses foram aplicadas.
Além de recomendar a intensificação da Vigilância da Febre Amarela nos municípios para evitar a propagação do vírus, a nota técnica aborda temas como: áreas de maior risco para circulação do vírus, quem precisa se vacinar, o que fazer quando identificar ocorrência de mortes de macacos, entre outros.
“Após a epidemia de 2017, a vacina contra a febre amarela entrou no calendário do Programa Nacional de Imunizações. Pessoas com idade entre 9 meses e 4 anos devem tomar o imunizante. Além desse grupo, qualquer pessoa entre 5 e 59 anos de idade deve ser imunizada, caso tenha que se deslocar para áreas com a circulação do vírus tanto em humanos, quanto em macacos. Hoje é possível ter acesso à vacina contra a febre amarela, já que os municípios ainda possuem doses em estoque, em decorrência da baixa cobertura entre crianças menores de 4 anos. Para assegurar a proteção a quem ainda não foi vacinado e criar o cinturão, solicitamos remessa extra ao Ministério da Saúde”, explica Mário Sergio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ.
O especialista reforça ainda que quem tomou a dose padrão contra a febre amarela está vacinado para a vida toda. “Aqueles que receberam a dose completa não precisam procurar os postos, mas quem foi imunizado com a vacina fracionada deve ir à unidade de saúde para saber quando tomar uma nova dose de reforço”, orienta Ribeiro.
A SES-RJ reitera que macacos não transmitem a doença. Eles também são vítimas e servem de alerta para identificar a presença do vírus em determinado local.
Por que se vacinar?
A febre amarela é uma doença grave e pode ser fatal e a vacina é a forma mais segura de se proteger contra o vírus. No último surto no estado, entre 2017 e 2018, 86 pessoas morreram, e a biodiversidade da Ilha Grande foi severamente impactada, com uma redução de 85% na população de macacos da espécie bugios-ruivos.
Transmissão
A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados com o vírus Yellow Fever Virus (YFV), da família Flaviviridae. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa. Existem dois ciclos de transmissão: o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre, o vírus circula entre primatas, como macacos, e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, comuns em áreas de mata. Humanos podem ser infectados ao adentrarem essas áreas e serem picados. No ciclo urbano, o mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue, pode picar uma pessoa infectada e transmitir o vírus para outras pessoas. A melhor forma de prevenção é a vacinação, que protege contra a infecção pelo vírus.
Sintomas
Aqueles que tenham frequentado área rural ou de mata recentemente ou tenham estado em municípios onde há circulação do vírus, devem ficar atentos. Os sintomas para febre amarela são dor de cabeça, febre, amarelamento da pele, dores musculares e articulares, náuseas, indisposição, entre outras manifestações. Em caso destes sinais, é importante procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.
Quem não deve se vacinar?
A vacina não é indicada a bebês menores de 9 meses, pessoas com contra indicações especiais (pacientes imunodeprimidos, com doenças hematológicas graves, entre outras) e grávidas.

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