30/04/2026 22:33

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Salvino Oliveira reaparece na Câmara do Rio, mostra extrato e nega ligação com facção

Salvino Oliveira – Foto: Eduardo Barreto/CMRJ

O retorno de Salvino Oliveira ao plenário da Câmara do Rio, nesta terça-feira (17), foi cercado de expectativa e emoção. Foi a primeira vez que o vereador do PSD falou na tribuna desde a prisão ocorrida na última quarta-feira (11), durante uma operação da Polícia Civil que apura a suposta ligação de agentes públicos com o Comando Vermelho. Solto por habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Rio, ele usou a sessão para negar as acusações e dizer que confia na reversão do caso.

No discurso, Salvino afirmou que foi alvo de uma ação politizada e criticou duramente a atuação da polícia no caso. “Não é trivial que um parlamentar seja preso por mensagens enviadas por terceiros. E eu, do fundo do meu coração, jamais imaginei passar por uma situação como essa. Jamais imaginei ver a nossa honrosa Polícia Civil aparelhada por um grupo político e praticando o que fez na minha casa. Eu confio cegamente nas instituições e tenho certeza, presidente, que minha inocência será provada”, disse o vereador em plenário.

A fala repercutiu no velho Palácio Pedro Ernesto. De acordo com o relato publicado nesta terça, o parlamentar foi aplaudido por colegas de diferentes campos políticos, inclusive por Rafael Satiê, do PL, e recebeu abraços de nomes como Monica Benicio, Flávio Pato, Talita Galhardo, Tânia Bastos e Pastor Deangeles Percy.

Além da defesa política, Salvino Oliveira levou documentos ao plenário. Ele exibiu uma cópia do extrato bancário para rebater a acusação de movimentação financeira atípica superior a R$ 100 mil, apontada pela investigação. Segundo o vereador, o valor tem origem em uma premiação internacional recebida para desenvolver um projeto até dezembro. “Eu trouxe uma cópia do meu extrato bancário, que posso entregar para os jornalistas, que mostra a origem do dinheiro: são R$ 117 mil de um prêmio recebido da ONU para executar um projeto até dezembro, quando tenho que prestar contas desse valor. Fico muito triste que tudo isso esteja acontecendo, principalmente pela justificativa utilizada”, afirmou.

Na véspera, Salvino já havia sustentado publicamente que a quantia mencionada pela Polícia Civil se referia a uma premiação ligada à Young Activists Summit, iniciativa realizada na ONU, em Genebra, e não a repasses suspeitos.

O vereador também usou a tribuna para responder a outro ponto central do inquérito: a suspeita de negociação de quiosques na Gardênia Azul com traficantes em troca de apoio eleitoral em 2024. Ele negou a acusação de forma direta. “Eu sei que vou provar minha inocência. Quem está aqui nesta casa, quem é do mundo político, sabe que jamais tive qualquer envolvimento com quiosques, desde o primeiro momento, e menos ainda com facções criminosas. Tenho esperança de que as instituições funcionem corretamente e que eu consiga provar minha inocência”, declarou.

A volta ao plenário acontece poucos dias depois de uma sequência rápida de decisões judiciais. Após a prisão, a custódia foi mantida em audiência na quinta-feira (12). No dia seguinte, porém, o TJRJ concedeu habeas corpus e determinou a soltura do parlamentar, que passou a responder ao processo em liberdade.

Com informações do portal Tempo Real.

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