Pré-candidato à Alerj e ex-deputado estadual, Marcelo Cabeleireiro afirma, que resultado evidencia falhas de gestão e cobra mais investimentos na educação pública
O resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC), escancara uma crise estrutural de gestão no estado. A opinião é do o ex-deputado estadual e pré-candidato à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Marcelo Cabeleireiro (PSD). Embora o Rio de Janeiro tenha registrado avanços nas notas entre 2023 e 2025 nos ensinos fundamental e médio, o desempenho geral permanece abaixo das metas estipuladas para 2021. O ponto mais crítico recai sobre a rede estadual de ensino médio, que teve o segundo pior resultado de todo o país, ficando à frente apenas do Distrito Federal.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o estado alcançou nota 6,1 (8º lugar nacional, empatado com Paraíba e Rondônia), ficando atrás da média nacional de 6,3. Nos anos finais, o Rio registrou 5,1 (6º lugar, ao lado de DF, MT e PE), contra 5,3 do indicador do país. O gargalo se aprofunda no ensino médio geral, onde a nota de 4,2 posiciona o estado em 10º lugar nacional (empatado com Acre, RN e RO), abaixo da média brasileira de 4,5.
A disparidade entre as redes municipais e a rede estadual expõe o contraste da gestão pública. Enquanto municípios como Itaperuna, no Noroeste Fluminense, subiram de 6,7 para 7,4 no Ideb geral — superando os parâmetros nacionais —, e a rede pública da capital superou a média do país nas duas etapas do ensino fundamental (6,2 nos anos iniciais e 5,2 nos anos finais), as escolas sob responsabilidade do Governo do Estado falharam em acompanhar esse crescimento.
“Especialistas apontam que a combinação entre orçamento insuficiente e graves falhas de planejamento impede a evolução das turmas estaduais. Precisamos investir em educação e colocar o professor no centro da evolução e dos avanços educacionais. É urgente e necessário valorizar a categoria”, destaca Marcelo.
O ex-deputado defende que a superação desse gargalo educacional exige vontade política e prioridade real no orçamento fluminense. “Não podemos aceitar que o Rio de Janeiro continue ocupando a penúltima colocação do Brasil no ensino médio da rede estadual. Isso afeta o futuro dos nossos jovens e trava o desenvolvimento do estado. O Ideb mostrou que onde há gestão eficiente, como em alguns municípios, os índices sobem. Falta ao Governo do Estado transformar a educação em prioridade com investimento direto, concluiu Marcelo Cabeleireiro.
Educação
Durante o seu mandato na Alerj, Marcelo Cabeleireiro atuou na elaboração de matérias legislativas focadas na infraestrutura escolar, saúde mental e inclusão no ambiente de ensino:
Inclusão e Acessibilidade para Estudantes com Autismo: Autor do Projeto de Lei nº 4296/2021, que estabelece prioridade na primeira fila de salas de aula e tempo estendido na realização de provas para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas redes pública e privada.
Saúde Mental e Prevenção nas Escolas: Idealizador do Projeto de Lei nº 3568/2021, que institui a Política Estadual de Valorização da Vida na rede estadual de ensino, focada na promoção da saúde emocional de alunos e prevenção ao sofrimento psicológico no ambiente escolar.
Capacitação e Educação Ambiental para Jovens: Autor do Projeto de Lei nº 3662/2021, que criou o programa “Agente Jovem Ambiental”, visando a formação de estudantes da rede pública de ensino médio em ações de sustentabilidade e desenvolvimento social.
Defesa da Infraestrutura Escolar no Sul Fluminense: Atuação parlamentar voltada para a destinação de emendas orçamentárias e cobrança pela reforma e manutenção das unidades estaduais de ensino na região do Vale do Paraíba e Sul Fluminense.