24/08/2026 03:11

  • Home
  • Politica
  • Quaquá ataca aliados e rompe com Fabiano Horta para garantir vaga do filho na Câmara

Quaquá ataca aliados e rompe com Fabiano Horta para garantir vaga do filho na Câmara

Reprodução Redes Sociais

Tradicionalmente marcada por disputas internas entre correntes e tendências, a mais petista das cidades fluminenses, Maricá vive, hoje, um rompimento político sem precedentes. O prefeito Washington Quaquá (PT) rompeu publicamente com o ex-prefeito Fabiano Horta (PT), seu aliado histórico, após a confirmação da pré-candidatura de Horta a deputado federal. A ofensiva marca mais um capítulo na longa lista de brigas protagonizadas por Quaquá com antigos parceiros, desta vez, com potencial de atingir até o governo Lula.

Quaquá pretende lançar o próprio filho, Diego Zeidan, atual presidente estadual do PT e secretário de Habitação de Eduardo Paes (PSD), e também o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), o ex-ministro Celso Pansera, na disputa por vagas na Câmara dos Deputados. Com pouco mais de 160 mil eleitores, Maricá dificilmente teria força política para eleger três deputados federais, o que colocou antigos aliados em campos opostos.

Ataque direto ao ex-prefeito

A artilharia foi disparada na última sexta-feira (28), durante o lançamento de um shopping no município, evento do qual Fabiano Horta não participou. Em discurso, Quaquá acusou o antecessor de tê-lo isolado politicamente durante suas gestões (2017/2024) e de ter esvaziado o papel de Diego Zeidan quando este era vice-prefeito.

O Fabiano me sucedeu na prefeitura e eu, de certa maneira, fui afastado de todas as decisões em Maricá. Aí, meu filho Diego foi vice-prefeito. Eu, através do Diego, tentei fazer umas coisas, como, por exemplo, o programa “O sol nasce para todos”. Pedi R$ 30 milhões, de um orçamento de R$ 7 bilhões, e o dinheiro não foi dado. Diego foi escanteado. Mas Deus sabe o que faz. Voltei a ser prefeito de Maricá”, afirmou.

Denúncias sobre programas sociais

Na sequência, Quaquá acusou a gestão anterior de descontrole nos programas sociais do município, incluindo o pagamento irregular da moeda social Mumbuca.

Nós estamos fazendo visita de casa em casa. O que tem de morto recebendo Mumbuca! O que tem de gente que botou endereço em terreno baldio. O que tem de gente que não conseguimos achar, é uma enormidade”, disse, sem apresentar dados oficiais.

Críticas avançam sobre quadros ligados a Brasília

O rompimento, porém, não se limitou ao plano local. Quaquá ampliou o ataque a figuras com trânsito no governo federal, o que acendeu o sinal de alerta no PT nacional. Sem citar nominalmente, o prefeito fez duras críticas a um “malandro que veio de Brasília”, em referência a Leonardo Alves, ex-secretário de Planejamento na gestão de Fabiano Horta.

Em fevereiro de 2024, a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público contra Leonardo Alves, acusado de receber propina em contratos de construção do Hospital Municipal Che Guevara. Quaquá afirmou que o ex-secretário teria tentado direcionar recursos do Fundo Soberano de Maricá para o Banco Master.

Tentou colocar o Fundo Soberano de Maricá no Banco Master. Master! Nós avisamos que isso ia quebrar. Dois bilhões iriam para o Master, se a gente não interfere”, disparou.

Alvos no governo federal e risco de desgaste com Lula

Outro nome citado nos bastidores dos ataques de Quaquá é o de Olavo Noleto, que foi secretário de Comunicação de Maricá e presidente da Codemar durante gestões de Fabiano, embora tenha sido indicado originalmente pelo próprio Quaquá. Noleto também foi secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais, número dois de Alexandre Padilha no governo Lula.

Hoje em evidência em Brasília, Noleto é apontado como um dos favoritos para assumir o comando da articulação política do governo federal, caso a ministra Gleisi Hoffmann deixe o cargo para disputar o Senado pelo Paraná. As críticas do prefeito de Maricá a um quadro próximo ao Planalto são vistas, dentro do PT, como um movimento arriscado, capaz de respingar diretamente no presidente Lula.

Histórico de conflitos e isolamento político Não é a primeira vez que Quaquá entra em rota de colisão com aliados. Conhecido pelo estilo combativo e pela retórica agressiva, o prefeito acumula atritos com lideranças locais, estaduais e nacionais do PT, o que tem aprofundado seu isolamento político dentro do partido no Rio de Janeiro.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Bitrem com 74 toneladas é retido com 16 irregularidades na Via Dutra, em Porto Real – Informa Cidade

Policiais rodoviários federais retiveram um bitrem após constatarem 16 infrações de trânsito durante uma fiscalização…

Mais de 30 mil pessoas participam de ato de campanha com Lula e Eduardo Paes no Estádio de Moça Bonita  

RIO DE JANEIROCandidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) afirmou,…

Namorados ficam feridos em queda de moto no Centro de Volta Redonda – Informa Cidade

Um jovem e uma adolescente ficaram feridos após uma queda de moto na Avenida Amaral…