BARRA DO PIRAÍ
A prefeita de Barra do Piraí, Katia Miki, ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal solicitando intervenções emergenciais na BR-393 (Rodovia Lúcio Meira). A medida ocorre em meio a reclamações sobre as condições da via, que, segundo motoristas e moradores, apresenta buracos, falhas na sinalização e aumento no número de acidentes.
O processo foi protocolado no último dia 6 de abril e tramita na 1ª Vara Federal de Barra do Piraí. A ação pede que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) seja obrigado a realizar serviços imediatos de manutenção, com valor estimado em R$ 1 milhão.
Além da via judicial, a prefeita participará, no dia 14 de abril, de uma audiência pública na Comissão de Viação e Transportes, em Brasília, onde a situação da rodovia será discutida com representantes do governo federal e de outros municípios.
Segundo Katia Miki, os problemas se intensificaram após o fim da concessão da rodovia, em 2025, quando a administração passou a ser de responsabilidade do DNIT. “Os municípios passaram a enfrentar impactos diretos, assumindo atendimentos emergenciais como remoção de animais e apoio em acidentes”, afirmou.
A prefeita destacou que a cobrança é por medidas básicas de manutenção. “Não se trata de grandes obras, mas de garantir condições mínimas de segurança e trafegabilidade”, disse.
Problemas na rodovia
Usuários da BR-393 relatam dificuldades frequentes ao trafegar pela via. Entre os principais pontos citados estão buracos na pista, falta de sinalização e ausência de estrutura de apoio.
O caminhoneiro José Carlos Pereira, que utiliza a rodovia com frequência, afirma que a situação exige atenção constante. “Tem trecho em que não dá para desviar dos buracos. À noite, a visibilidade piora e o risco aumenta”, relatou.
Moradores também apontam preocupação com a segurança. O motorista Marcos Vinícius da Silva, do distrito da Califórnia, em Barra do Piraí, diz evitar viajar com a família. “Os acidentes são frequentes. Quando estou sozinho, ainda utilizo a rodovia, mas com a família prefiro evitar”, afirmou.
Impacto nos municípios
Com a ausência de serviços anteriormente prestados pela concessionária, os municípios da região passaram a atender demandas emergenciais relacionadas à rodovia.
De acordo com a prefeita, ambulâncias municipais têm sido deslocadas com frequência para ocorrências na BR-393, o que afeta o atendimento local. “Quando uma equipe é direcionada para a rodovia, o município fica com a estrutura reduzida”, explicou.
Ela também afirmou que as prefeituras não têm condições de assumir a manutenção da via. “Trata-se de uma rodovia federal, com grande extensão e demandas que ultrapassam a capacidade dos municípios”, disse.
Em janeiro de 2026, o governo federal apresentou a proposta de um contrato emergencial para manutenção da rodovia. No entanto, segundo a prefeita, os serviços ainda não foram executados.
Cobrança por providências
A ação judicial pede que o DNIT seja obrigado a realizar intervenções emergenciais para garantir segurança aos usuários da rodovia.
“A preocupação é com a possibilidade de acidentes mais graves. A rodovia é utilizada diariamente por trabalhadores e transportadores”, afirmou Katia.
Você pode estar interessado em