17/05/2026 04:38

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No berço político de Bolsonaro, PT mira desgaste da direita no Rio em 2026

Fotos: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

O PT enxerga a eleição para o governo do Rio de Janeiro em 2026 como uma oportunidade para tentar desgastar o bolsonarismo no próprio berço político do movimento. A leitura interna é que a campanha pode servir para associar a direita bolsonarista a um projeto que, na avaliação dos petistas, fracassou no estado. As informações são de Amado Mundo.

A estratégia não mira apenas o eleitor tradicional de esquerda. A ideia é falar também com o eleitorado que circula entre o centro e a direita, sem transformar a disputa em um debate ideológico clássico. Para setores do partido, o caminho passa por apresentar o bolsonarismo fluminense como um campo marcado por desgaste político, dificuldade de organização e pouca entrega concreta na vida da população.

PT tenta levar disputa para o campo da gestão

Nos cálculos petistas, o discurso mais eficaz não seria o confronto direto entre esquerda e direita, mas a tentativa de vincular a experiência bolsonarista no Rio a problemas de gestão, crise política e falta de resultados. O objetivo é fazer essa percepção circular entre eleitores que rejeitam o PT, mas também demonstram cansaço com a situação do estado.

A aposta é que uma campanha estadualizada, centrada nos problemas do Rio de Janeiro, pode ajudar o presidente Lula a reduzir resistências no eleitorado fluminense. O estado segue sendo tratado pelo partido como território estratégico, justamente por sua ligação histórica recente com o bolsonarismo.

Operação Sem Refino anima petistas

Esse cenário ganhou um novo elemento com a Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15) pela Polícia Federal. A ação mirou a Refit e teve o ex-governador Cláudio Castro como alvo de mandados de busca e apreensão.

A investigação apura suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior. Segundo as apurações, houve bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos.

Nos bastidores, o caso foi recebido com entusiasmo por petistas. A avaliação é que a operação amplia o espaço para associar o antigo grupo político que comandou o estado a uma imagem de crise, suspeitas e desgaste. Para o PT, esse pode ser um dos eixos da disputa de 2026 no Rio de Janeiro.

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