
A aprovação do governo Cláudio Castro, do PL, caiu 18 pontos percentuais no Rio de Janeiro, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (27). Em outubro do ano passado, o governo era aprovado por 53% dos fluminenses. Agora, o índice recuou para 35%.
No mesmo período, a desaprovação subiu de 40% para 47%.
A pesquisa anterior havia sido realizada no período da Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão, que terminou com 122 mortos. Naquele momento, a avaliação positiva do governo foi impulsionada pela área de segurança pública.
Cláudio Castro renunciou ao governo no dia 24 de março para disputar uma vaga ao Senado. No dia seguinte, porém, foi considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no julgamento do caso Ceperj. O ex-governador recorreu da condenação.
Mesmo com a situação jurídica indefinida, Castro ainda é tratado pelo PL como um ativo eleitoral. A nova pesquisa, porém, mostra um desgaste relevante na capacidade do ex-governador de transferir votos.
Segundo a Quaest, 53% dos eleitores dizem que Cláudio Castro não merece eleger o sucessor que indicar. Outros 36% afirmam que ele deveria eleger o próximo governador. Já 11% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também mostra que parte expressiva do eleitorado quer mudança na administração estadual. Para 43% dos entrevistados, o próximo governador deve mudar totalmente os rumos do governo do Rio de Janeiro.
Outros 34% defendem mudar apenas o que não está bom. Apenas 17% dizem que o próximo governador deve continuar o trabalho que vem sendo feito.
Os números aparecem em um momento de reorganização do cenário político fluminense. Castro deixou o governo, o estado passou a ser comandado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), e o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda analisa os desdobramentos da crise sucessória.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 1.200 pessoas entre os dias 21 e 25 de abril. As entrevistas foram feitas de forma pessoal, domiciliar e presencial.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o número RJ-00613/2026.
Com informações do portal Tempo Real