18/04/2026 22:22

  • Home
  • Regiões
  • Lei de Incentivo à Reciclagem é tema de seminário em Volta Redonda

Lei de Incentivo à Reciclagem é tema de seminário em Volta Redonda

Evento aconteceu na Escola Técnica Pandiá Calógeras (ETPC), no bairro Sessenta, e reuniu agentes de reciclagem, gestores públicos, empresas e estudantes (Foto – Evandro Freitas)

Volta Redonda – Dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA) afirmam que o Brasil recicla apenas 4% do lixo que produz anualmente, um índice considerado baixo diante do potencial do setor. Com o objetivo de mudar esse cenário, Volta Redonda sediou nesta quinta-feira (14) um seminário para apresentar e discutir a nova Lei de Incentivo à Reciclagem, que prevê benefícios fiscais para quem financiar projetos de reaproveitamento de resíduos.

O evento aconteceu na Escola Técnica Pandiá Calógeras (ETPC), no bairro Sessenta, e reuniu agentes de reciclagem, gestores públicos, empresas e estudantes em uma série de painéis que contaram com a presença virtual da Analista de Infraestrutura do Departamento de Gestão de Resíduos do Ministério do Meio Ambiente, Liege Castelani.

Popularmente conhecida como “Lei Rouanet” do Meio Ambiente, a Lei do Incentivo à Reciclagem (Lei nº 14.260/2021) entrou em vigor em julho de 2024. Ela tem como objetivo principal promover e fortalecer o setor no Brasil através de incentivos fiscais às empresas e pessoas físicas que apoiarem financeiramente projetos aprovados pelo governo.

Para o gerente geral da Fundação CSN, André Leonardi, a Lei de Incentivo à Reciclagem tem o poder de elevar a capacidade das cooperativas, o que implica na melhoria da qualidade de vida dos cooperados e de toda a população de Volta Redonda.

“A Fundação CSN tem uma experiência muito grande com leis de incentivo. A gente já usa o Fundo da Infância, o Fundo do Idoso, as leis da saúde, a Lei Rouanet e as leis estaduais também. O seminário ele tem o objetivo, na parceria com a prefeitura, de ensinar o funcionamento da Lei de Incentivo à Reciclagem. Se tudo caminhar do jeito que a gente quer, isso no tempo vai fazer com que as cooperativas e os catadores tenham melhores condições de trabalho, com maior renda. Isso beneficia a todos. Aumentar a coleta significa menos resíduos descartados de forma inadequada”, afirmou Leonardi.

No seminário, a CSN, juntamente com a Fundação CSN e a prefeitura de Volta Redonda, lançaram uma proposta conjunta com Secretaria Nacional de Resíduos Sólidos para promover novos projetos relacionados à Lei de Incentivo à Reciclagem.

O secretário municipal de Meio Ambiente de Volta Redonda, Jorge Fuede, explica que o projeto da prefeitura de Volta Redonda, através da secretaria de Meio Ambiente, em parceria com a CSN e a Fundação CSN, tem o objetivo de fomentar a gestão dentro das cooperativas de catadores e reciclagem.

“Hoje é o primeiro passo que estamos dando em direção a esse projeto que iniciamos. Eu acredito que, com o apoio que a prefeitura vem nos dando, além da CSN e da Fundação CSN, o resultado será muito positivo. A partir da gestão será possível organizar as cooperativas para que todos arrecadem mais e tenham uma qualidade de vida muito maior”, explicou Fuede.

 

Desperdício de 96%

De acordo com a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o Brasil recicla apenas 4% de todo o lixo que produz por ano. Presente no seminário da Lei do Incentivo à Reciclagem, o líder da Associação Nacional dos Catadores (ANCAT), Anderson Nassif, afirmou que a chegada da lei traz novos incentivos para o setor.

“A Lei impacta ao trazer incentivos para a cadeia da reciclagem. Tendo os catadores como os principais atores, o impacto é direto em cada organização que vai pleitear recursos financeiros via lei de incentivo”, explicou.

Nassif afirmou ainda que novos dados da ABREMA indicam que, apesar de ainda apresentar números baixos, o Brasil superou a marca e, hoje, tem a porcentagem de reciclados em torno de 8%.

Segundo o diretor executivo da CSN, Márcio Lins, a empresa está entusiasmada com o novo projeto.

“A lei traz oportunidades de organizar melhor as cooperativas e o segmento da população civil para recolher e dar um melhor destino aos seus resíduos. A CSN trata profissionalmente os seus resíduos há muitos anos. Nós acreditamos daremos todo o apoio através da Fundação CSN com a formação e o compartilhamento das informações que nós temos ao longo dos muitos anos de reciclagem dos nossos resíduos”, concluiu Lins.

 

 

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

PRF e PM escolta time do São Paulo até o Rio, passando na região

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuou em conjunto com a Polícia Militar do Estado do…

Homem é preso com cerca de 300 quilos de skunk na Via Dutra, em Itatiaia

ITATIAIA Um homem, de 47 anos, foi preso neste sábado, dia 18, após ser flagrado…

Ricardo Couto faz nova rodada de exonerações e chega a 544 cortes no governo do RJ

Foto: Brunno Dantas/TJRJ O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, publicou na…