23/04/2026 20:08

  • Home
  • Politica
  • Jari pode judicializar questão do aumento da tarifa de água em várias cidades do estado do Rio

Jari pode judicializar questão do aumento da tarifa de água em várias cidades do estado do Rio

Presidente da Comissão de Saneamento Ambiental, da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Jari Oliveira anunciou, em audiência pública realizada ontem, terça, 17, que vai apresentar um recurso ao conselho da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) para evitar o reajuste da tarifa de água. O aumento foi homologado no começo do mês pela Agenersa. Cada bloco concedido terá um percentual de reajuste, que é anual, e este percentual chega a ser de 14% a mais nas contas.

O reajuste anual é calculado com base em uma fórmula paramétrica que consta nos contratos de concessão. Jari não deixou por menos e afirmou que, se preciso, vai judicializar a questão. “O contrato firmado entre as concessionárias e a Agência prevê que a referência para o cálculo da variação inflacionária anual seja o período de 12 meses, mas a Agenersa tem feito a equação com base em 20 meses. Somada a um reajuste de até 14%, essa tarifa vai impactar muito o bolso da população. Por isso, vamos tentar fazer com que isso seja revisto”, disse.

Presidente da Agenersa, Rafael Menezes explicou que o reajuste de até 14% ainda está aberto à apresentação de recursos. No entanto, ele destacou que não cabe à Agência criar ou modificar regras contratuais, apenas garantir que elas sejam cumpridas. Ele disse, ainda, que a regulação está focada em reforçar a fiscalização e garantir melhorias no serviço: “Editamos uma normativa que agilizou a aplicação de punições sem perder de vista o direito à ampla defesa das concessionárias. Com isso, apresentamos 31 autos de infração contra a Águas do Rio só na última semana”.
Além do reajuste anual a comissão também discutiu o acordo firmado entre o governo e a Águas do Rio, que argumenta ter sofrido impactos financeiros não previstos a partir da verificação de discrepâncias entre os dados de cobertura da rede de esgoto previstos em contrato e os encontrados em campo. O acordo prevê dois reajustes a serem aplicados em 2025 e 2026, mas o termo ainda precisa ser homologado pela agência reguladora.

Durante a audiência, o diretor-presidente da Águas do Rio, Anselmo Leal, explicou que a empresa investiu quase R$ 4 bilhões em melhorias no sistema desde o início das operações. “Nossas discussões devem tratar dos investimentos que estão sendo feitos para garantir que até 2030 todo cidadão fluminense tenha água de qualidade e com regularidade”, observou.

Interrupção no abastecimento de água
Jari Oliveira também afirmou que a Comissão de Saneamento Ambiental vai fazer visitas técnicas a municípios que apresentam queixas recorrentes sobre a falta de fornecimento de água. Ele apontou que a fiscalização acontecerá, inicialmente, em Magé e em Paracambi, na Baixada Fluminense. As cidades têm o serviço realizado, respectivamente, pela Águas do Rio e pela Rio+ Saneamento.
De acordo com o deputado Vinicius Cozzolino (União), que representa Magé no Parlamento, a população tem enfrentado problemas constantes com a interrupção no fornecimento e a má qualidade da água. “Precisamos fiscalizar e cobrar a concessionária responsável porque a água da região parece não estar recebendo o devido tratamento. Além disso, o cidadão tem visto o encarecimento da tarifa, mas esse reajuste não parece estar parametrizado de acordo com o valor da água vendida pela Cedae”, enfatizou.

Tarifas abusivas
O aumento também foi sentido em Paracambi, onde comerciantes relataram o crescimento de até 20 vezes do valor das contas. O deputado Andrezinho Ceciliano (PT) afirmou que a economia local tem sido afetada por preços abusivos no serviço de abastecimento de água. “Os comerciantes já enfrentam diversas dificuldades e agora estão à mercê de uma dinâmica que não cabe no bolso de ninguém”, ressaltou.
É o caso de Bruno Vieira, que tem uma loja de artigos militares na cidade e acumulou, no período de um ano, uma dívida de mais de R$ 30 mil com a Rio+ Saneamento. “Meu comércio tem um banheiro e uma cozinha pequena, mas não consigo pagar a conta de água. Antes, eu pagava cerca de R$ 300 pelo serviço, mas esse valor foi aumentando e agora tenho faturas de quase R$ 6 mil”, relatou.
Diretor da concessionária, Carlos Gontijo afirmou que a Rio+ Saneamento fará vistorias na cidade para se certificar de que não há nenhum vazamento ocasionando o aumento de tarifas. Representantes da empresa e da Agenersa também agendaram visita técnica à loja de Bruno Vieira para avaliar o caso individualmente.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Polícia Federal realiza operação contra abuso infantil e prende suspeito no ES

PAÍS A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 23, a Operação Anjo Mal, com…

Cármen Lúcia rejeita habeas corpus para manter Bolsonaro em prisão domiciliar – CartaCapital

A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia negou, nesta quarta-feira 22, um habeas corpus…

Preso por morte de influenciadora no Rio tira a própria vida na cela

Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, que estava preso pelo feminicídio da influenciadora…