Obra foi transformada em filme pelo diretor Michael Radford – Foto: Divulgação
País – Numa jogada de marketing calculada, Felipe Neto anunciou nesta quinta-feira (3) uma suposta pré-candidatura à Presidência em 2026 – apenas para revelar, 24 horas depois, que se tratava de uma campanha para promover o audiolivro “1984”, obra icônica de George Orwell sobre manipulação da verdade e regimes autoritários.
O anúncio político falso, feito com tom sério nas redes sociais, afirmava que Neto tinha se afastado de polêmicas para “estudar a situação política do país”. O texto gerou intenso debate nas redes. Enquanto alguns fãs acreditaram na candidatura, outros já desconfiaram da jogada – suspeita confirmada nesta sexta (4) com o lançamento do audiolivro narrado por estrelas como Lázaro Ramos, Mateus Solano e Milhem Cortaz.
O livro
Publicado em 1949, “1984” é um clássico da literatura distópica que retrata uma sociedade totalitária governada pelo Partido, sob o comando do Grande Irmão. O protagonista, Winston Smith, vive na Oceânia, onde o Estado controla todas as esferas da vida, manipula informações e reprime qualquer forma de pensamento independente.
Winston trabalha no Ministério da Verdade, alterando registros históricos para que sempre estejam de acordo com a versão oficial do governo. Insatisfeito com o regime, ele inicia um romance secreto com Júlia, uma mulher que também questiona o sistema. Juntos, acreditam encontrar resistência contra o Partido, mas acabam sendo traídos e capturados pela Polícia do Pensamento.
No cativeiro, Winston é brutalmente torturado e doutrinado até se tornar um seguidor fiel do Grande Irmão, demonstrando como o Estado pode controlar não apenas as ações, mas até os pensamentos das pessoas.