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“Eleitor não pode ser refém da polarização entre esquerda e direita”, diz Leo Santos

Presidente do PSD de Barra Mansa defende voto consciente, critica radicalização política e aponta alternativas fora dos extremos

Com o prazo de 4 de abril para definição dos posicionamentos de pré-candidaturas se aproximando, o debate sobre o voto consciente ganha força no cenário político. Em Barra Mansa, o presidente do diretório municipal do PSD, Leo Santos, faz um alerta: o eleitor precisa se libertar da polarização entre direita e esquerda e assumir um papel mais crítico diante das escolhas eleitorais.

A corrida eleitoral já movimenta os bastidores da política fluminense, com articulações em ritmo acelerado e definições estratégicas prestes a serem anunciadas. Em meio a esse cenário, cresce também a preocupação com a qualidade das escolhas feitas pelo eleitor.

Para Leo Santos, o momento exige atenção redobrada. Ele defende que a população acompanhe de perto o posicionamento dos pré-candidatos e avalie não apenas discursos, mas histórico, preparo e capacidade de gestão. “O voto não pode ser influenciado por favores, promessas ou pressões. É essa mudança de postura que pode transformar a realidade política do país”, afirma.

O dirigente chama atenção para um dos principais entraves do cenário atual: a polarização extrema entre direita e esquerda. Segundo ele, essa divisão tem reduzido o espaço para o diálogo e afastado o foco dos problemas reais da população.“Essa disputa entre extremos não tem ajudado o Brasil a avançar. Muitas vezes, ela é estimulada por quem quer se manter no poder. Enquanto isso, questões essenciais ficam em segundo plano”, avalia.

Na análise de Leo Santos, o eleitor precisa ir além dessa lógica binária e reconhecer que existem outras alternativas no cenário político nacional. Para ele, candidaturas fora dos extremos podem representar caminhos mais equilibrados, com maior capacidade de diálogo e construção de soluções.

Ao abordar a realidade do estado do Rio de Janeiro, ele destaca os impactos de decisões políticas acumuladas ao longo dos anos. Problemas como violência, desemprego e falta de oportunidades seguem presentes e, na sua avaliação, estão diretamente ligados à má condução da gestão pública.

A relação entre a ausência de geração de renda e o aumento da criminalidade também é apontada como um dos reflexos mais preocupantes desse cenário.

Como contraponto, Leo Santos cita exemplos de articulação política mais ampla, como a do prefeito Eduardo Paes, que, segundo ele, demonstra capacidade de diálogo com diferentes correntes — algo que considera essencial para a governabilidade.

Por fim, Santos reforça que a mudança passa, necessariamente, pela participação ativa da população. “O voto é o instrumento mais importante que o cidadão tem. Se ele não for usado com consciência, a gente continua repetindo os mesmos erros e travando o desenvolvimento da cidadania e do nosso país”, conclui.

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