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Eduardo Paes volta a cobrar segundo turno na eleição para o governo do Rio

Ex-prefeito afirma que retomará mobilização após o fim da disputa presidencial; PSD questiona no STF a anulação dos votos de Anthony Garotinho

ESTADO

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) voltou a defender a realização de um segundo turno na eleição para o governo do estado. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira, 3, ele afirmou que vai retomar a mobilização em torno do pedido apresentado pelo partido ao Supremo Tribunal Federal (STF), que questiona a decisão da Justiça Eleitoral de reconhecer a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno.

Paes justificou o silêncio nas últimas semanas dizendo que preferiu não levar a disputa estadual para o debate durante a eleição presidencial. Segundo ele, a prioridade era permitir que a votação nacional ocorresse sem interferências da controvérsia no Rio. Com o encerramento do segundo turno presidencial, o ex-prefeito anunciou que voltará a tratar do assunto.

“Hoje eu reinicio, junto com vocês, essa luta”, declarou.

A discussão judicial começou após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir, em 8 de outubro, pela anulação dos 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu com o registro de candidatura indeferido. Com a retirada desses votos da contagem, o TRE-RJ refez a totalização e Douglas Ruas passou a registrar 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para a vitória em primeiro turno.

Antes da retotalização, Ruas tinha 49,27%, enquanto Paes somava 42,76%. O PSD sustenta que os votos destinados a Garotinho deveriam ser considerados na definição sobre a necessidade de uma segunda votação. A legenda levou o questionamento ao STF por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).

No vídeo, Paes voltou a argumentar que os eleitores que escolheram Garotinho também devem ser considerados na definição do resultado. Para ele, a votação demonstrou que nenhum candidato havia alcançado a maioria absoluta quando todos os votos depositados nas urnas eram contabilizados.

O ex-prefeito afirmou ainda que respeitará a decisão do Supremo, seja qual for o entendimento dos ministros. Ao mesmo tempo, disse acreditar que os argumentos apresentados pelo PSD têm respaldo jurídico e que a discussão envolve o direito de escolha dos eleitores fluminenses.

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