VOLTA REDONDA
O governador Ricardo Couto sancionou nesta quinta-feira (3) a lei de autoria do deputado estadual Munir Neto que torna a Olimpede (Olimpíada da Pessoa com Deficiência) patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro. A competição é realizada anualmente em Volta Redonda, pela secretaria municipal de Esporte e Lazer, sendo considerada o maior evento esportivo para pessoas com deficiência do Brasil.
A Olimpede foi criada em 1987, e na edição de 2026, de acordo com as informações da prefeitura de Volta Redonda, vai reunir mais de 2,5 mil pessoas – entre atletas, técnicos e acompanhantes – que vão representar 111 escolas e instituições especializadas no atendimento às pessoas com deficiência, incluindo participantes de dezenas de municípios do estado do Rio, além de Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. A abertura do evento aconteceu na tarde desta sexta-feira (4), na Arena Desportiva Nicolau Yabrudi, no bairro Voldac.
“A Olimpede traz uma coisa maravilhosa, a inclusão de verdade, feita através do esporte. Já é um evento tradicional e conhecido em todo o Brasil, não só pela proposta, mas também pela organização, sempre impecável, e pelo acolhimento que toda a cidade dá aos participantes. É uma ocasião muito especial, com histórias de superação e que muda a vida de muitas pessoas que participaram desse evento tão importante”, afirmou o deputado Munir Neto.
Na justificativa da proposta, o deputado salientou que a Olimpede “promove não apenas a prática esportiva, mas também a socialização, a superação de limites e a valorização da diversidade humana. Diante de sua importância histórica, cultural e social, o reconhecimento da Olimpede como Patrimônio Cultural de natureza imaterial do Estado do Rio de Janeiro representa não apenas a preservação dessa iniciativa, mas também um incentivo para sua continuidade e expansão”.
Quem participa da Olimpede, como acompanhante, organizador ou atleta, sabe bem o que o evento significa de verdade. “A Olimpede é sem dúvidas o maior evento nacional para as pessoas com deficiência, um evento real da inclusão. Os atletas ficam treinando, falam disso o tempo inteiro. É muito importante porque tem atletas-alunos que não tem habilidades e têm modalidades adaptadas que eles conseguem participar”, disse Edmara Aparecido Santos, gerente de Paradesportos da secretaria municipal de Esportes de Barra Mansa. Ela também destacou a mudança que o evento traz aos participantes. “Eles se sentem muito valorizados de estarem aqui mostrando o seu potencial, a sua habilidade. E com isso eles vão desenvolvendo cada vez mais autonomia cada vez mais o interesse pela pela atividade física. Eles saem daqui outras pessoas, com certeza”, destacou.
O atleta Miguel Tenório, de 15 anos, veio de Rio das Ostras para participar da competição, e já garantiu uma medalha na natação. “Foi muito bacana, aqui é tudo top!”, disse.
O professor de paradesporto Miguel de Souza Esteves, que acompanha a delegação de Rio das Ostras, mas também atua em Búzios e Casimiro de Abreu, destacou a participação de atletas de todas as idades e níveis de suporte, tornando realmente a Olimpede um evento de inclusão. “A superação e a integração dos atletas e comissões é maravilhosa. A Olimpede ao meu ver é um dos maiores marcos na história do paradesporto, porque reúne pessoas que na sociedade talvez ficariam à parte e aqui tem esporte para pessoas com todos os tipos de deficiência. É um evento esportivo mega inclusivo”, salientou.