O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de “Bolsonarinho”, de permitir que hospitais públicos e institutos federais de saúde fossem entregues ao controle de milícias quando seu pai, Jair Bolsonaro, era presidente.
“O ‘poderoso chefão’, que é o Bolsonarinho, permitiu que aqueles hospitais estivessem entregues para a milícia (…) Tinha um verdadeiro poderoso chefão dos hospitais federais do Rio durante o governo anterior, que comandava tudo: quem era indicado, quem era o diretor, quem fechava o contrato”.
Padilha prosseguiu. “No [hospital] Cardoso Fontes, é importante a imprensa saber, quando o Ministério da Saúde entrou lá, ouvia dos enfermeiros, dos médicos, que eles eram obrigados a pagar pedágio para usar o estacionamento. Estava entregue para a milícia”, completou.
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A declaração do ministro ocorreu durante a cerimônia de inauguração das novas instalações da sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias. O evento contou com a presença do presidente Lula, do governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, e de parlamentares e autoridades.
O ministro Alexandre Padilha posa para fotos em um ônibus de saúde durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). Foto: Daniel Ramalho / AFP
Padilha também afirmou que Flávio foi responsável pelo fechamento de UTIs durante a pandemia.
A reportagem da Carta Capital entrou em contato com a assessoria de imprensa do senador por e-mail e telefone, mas não recebeu uma resposta até o fechamento da matéria. O espaço está aberto para manifestações.