
A defesa do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal, afirma que o parlamentar está confiante de que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não irá referendar a decisão que determinou sua prisão. Cabe à Casa decidir se mantém ou revoga a detenção, antes de o caso seguir para análise do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal Extra.
Na saída da Superintendência da PF no Rio, o advogado Bruno Borragine relatou ter conversado com o deputado e insistiu que não há motivos para a prisão.
“Conversei rapidamente com ele. Ele está bem. Está confiante de que amanhã a Assembleia Legislativa não vai referendar a prisão. A defesa ainda não teve acesso à íntegra da decisão que decretou a prisão dele, mas consideramos que a prisão se apresenta totalmente desproporcional, já que Rodrigo não praticou nenhuma conduta ativa para tentar burlar a Justiça e o processo. E nem muito menos para auxiliar nem vincular o perdimento ou destruição de provas”, declarou Bruno Borragine.
Pelo rito interno, a prisão será analisada primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj. O colegiado, formado por sete deputados e presidido por Rodrigo Amorim (União Brasil), vota um parecer sobre o caso. Em seguida, o relatório vai a plenário, onde os 70 deputados decidem se mantêm ou revogam a prisão.
Para que a detenção de Rodrigo Bacellar seja derrubada, o parecer pela revogação precisa de, no mínimo, 36 votos — metade mais um dos parlamentares da Casa.