Partidos do Centrão, como o PSDB, União Brasil e MDB se manifestaram nesta quarta-feira 28 rejeitando a narrativa golpista promovida pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL). Em uma carta, o ex-presidenciável chegou a se autodeclarar “presidente eleito” — depois, voltou atrás, e passou a se chamar de “líder”.
O União Brasil, que apoiou a candidatura de Flávio na etapa final da disputa, declarou que a democracia é um “valor inegociável” e defendeu o encerramento da disputa eleitoral. “A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado”, afirma a nota assinada pelo presidente nacional do partido, Antonio Rueda.
Já o MDB afirmou que tem total confiança no sistema eleitoral brasileiro. “Portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo”, escreveu a legenda chefiada pelo deputado Baleia Rossi nas redes sociais.
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, classificou como “incompreensível” o comportamento de Flávio. “O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população”.
O PDT criticou a fuga de Flávio, classificando como “ilegal” a ofensiva contra o sistema eleitoral. “Diante da vontade soberana do povo brasileiro, expressa nas urnas com a vitória do presidente Lula, o partido seguirá defendendo o pleno respeito ao resultado eleitoral”, disse a nota assinada pelo presidente nacional Carlos Lupi.