A Câmara dos Deputados terá uma nova configuração a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando os eleitos neste domingo 4 tomarão posse. O PL foi o grande vencedor da disputa e elegeu 121 deputados, formando a maior bancada de um partido desde 1990. Na sequência aparecem a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com 88 cadeiras, e a Federação União Progressista, de União Brasil e PP, com 87.
O resultado consolida o PL como o principal polo de oposição ao governo. A legenda, que elegeu 99 deputados em 2022, chegará a 121 em 2027. O tamanho da bancada dará ao partido peso relevante na definição da agenda da Câmara, na composição das comissões e, sobretudo, nas negociações para a escolha da presidência da Casa e dos demais cargos da Mesa.
A força do PL ocorre mesmo com a postura de confronto adotada pelo partido ao longo do ciclo eleitoral. A legenda se consolidou como a principal força da extrema-direita e terá condições de pressionar por uma agenda mais alinhada ao radicalismo. O desafio para a próxima legislatura será transformar o tamanho da bancada em capacidade efetiva de articulação, especialmente em votações que exigem maiorias amplas.
A nova composição também amplia a dificuldade para Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) permanecerem no comando das Casas. Motta terá de lidar, na Câmara, com uma bancada de direita maior e com um PL que chega à legislatura com força suficiente para reivindicar espaço nas decisões da Casa.
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No Senado, Alcolumbre enfrenta cenário semelhante. O PL elegeu 28 senadores e passou a ter uma força que pode colocá-lo no centro da disputa pelo comando da Casa. A atual presidência terá de negociar com uma oposição fortalecida, além de administrar as relações com o governo Lula (PT) e com os diferentes grupos que formarão a maioria no Congresso.
A eleição também produziu uma marca histórica para a representação feminina. A Câmara terá 108 deputadas a partir de 2027, 17 a mais do que as 91 eleitas em 2022. Será a maior bancada feminina da história da Casa. O PT lidera entre os partidos nesse quesito, com 26 eleitas, seguido pelo PL, com 22.
Entre os nomes de maior destaque individual está Erika Hilton (PSOL-SP), que recebeu 1.596.472 votos e se tornou a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara. Nikolas Ferreira (PL-MG), por sua vez, foi reeleito com mais de 3,1 milhões de votos e estabeleceu o recorde de votação para deputado federal no País. Lucas Pavanato (PL-SP) também ultrapassou a marca de 3 milhões de votos.
O deputado federal eleito por São Paulo Lucas Pavanato (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Foto: Reprodução/redes sociais
O tamanho das bancadas
- PL: 121 deputados;
- PT-PCdoB-PV: 88;
- União-PP: 87;
- PSD: 43;
- Republicanos: 41;
- MDB: 36;
- Podemos: 27;
- PSB: 15;
- Psol-Rede: 15;
- PSDB-Cidadania: 11;
- Novo: 10;
- PRD-Solidariedade: 7;
- PDT: 6;
- Avante: 5;
- Missão: 1.