BARRA MANSA
Depois de disputar a Prefeitura de Barra Mansa em 2020 e uma vaga de deputado federal em 2022, Alcio Pereira volta às urnas neste ano para tentar chegar à Câmara dos Deputados. O candidato está filiado ao Progressistas (PP).
Natural de Barra Mansa, Alcio, advogado e professor universitário, é autor de três livros publicados no Brasil. Na campanha deste ano, afirma que tem percorrido municípios do Sul Fluminense em reuniões, agendas de rua e pelas redes sociais.
A educação aparece como uma das principais bandeiras apresentadas pelo candidato. Segundo Alcio, a defesa do ensino em tempo integral está entre as prioridades de sua plataforma. Ele afirma que a ampliação da jornada escolar pode contribuir também para enfrentar problemas sociais relacionados à alimentação, à vulnerabilidade e à permanência de crianças e adolescentes na escola.
Outra proposta citada por Alcio envolve mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para criar mecanismos de responsabilização nos casos em que crianças estejam fora da escola. O candidato afirma que a medida deveria ser acompanhada de ações do Poder Público para garantir condições de acesso e permanência dos estudantes.
Na saúde, Alcio diz que pretende trabalhar pela transformação do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus de Praga, em Barra Mansa, e defende a criação de uma unidade hospitalar municipal. Ele também cita a Santa Casa como uma instituição que, segundo sua avaliação, não pertence diretamente ao município.
O candidato afirma ainda que pretende buscar recursos por meio de emendas parlamentares para Barra Mansa e outros municípios da região. Para ele, a presença de um representante da cidade na Câmara Federal poderia ampliar a capacidade de articulação por investimentos.
Alcio também coloca a representação política de Barra Mansa no Congresso como um dos pontos centrais da campanha. Segundo ele, a cidade está há mais de duas décadas sem eleger um deputado federal e acaba votando em candidatos de outras regiões que, depois de eleitos, concentram sua atuação e recursos em suas próprias bases eleitorais. “Essa falta de representação impacta nos recursos que poderiam ser maiores tendo um deputado”, afirma.