Desde a segunda metade de agosto, as ruas de Volta Redonda, Barra Mansa e de toda a região ganharam o colorido típico do período eleitoral. Candidatos multiplicam agendas em busca de apoio, enquanto equipes de panfletagem e cabos eleitorais ocupam calçadas, praças e locais de grande circulação nas cidades.
Paralelamente ao trabalho ostensivo de rua, a engrenagem financeira dos comitês começou a rodar de forma mais encorpada no sistema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral. As informações declaradas à Justiça Eleitoral revelam que a arrecadação dos dez postulantes com base na região atingiu a marca de R$ 899.885,00. O volume de recursos deu uma guinada significativa em relação aos primeiros dias de propaganda, puxado principalmente pelos aportes das direções partidárias e dos fundos públicos de financiamento.
O limite legal de gastos estabelecido pelo TSE para a campanha de deputado estadual no Estado do Rio de Janeiro, no primeiro turno, é de R$ 1.270.629,01 por candidato.
Raone lidera a arrecadação na região
A campanha de Raone Ferreira (PT) figura no topo do levantamento local em volume de receitas, com R$ 161.660,00 declarados. A maior parcela desse montante veio da direção nacional do PT, que enviou R$ 129.600,00. O candidato contabilizou ainda R$ 10.460,00 por meio de financiamento coletivo e R$ 21.600,00 em doações de pessoas físicas, valor que inclui recursos do próprio candidato.
Aportes do Solidariedade para Munir e Drable
Dois nomes com forte inserção regional receberam repasses idênticos da direção estadual do Solidariedade. Munir Neto declarou R$ 150 mil, valor depositado no início deste mês e que marca o primeiro lançamento oficial de sua prestação de contas. Rodrigo Drable também registrou R$ 150 mil, repassados integralmente pela executiva estadual da legenda.
Sidney Dinho contabiliza R$ 125 mil
O candidato Sidney Dinho (PRD) soma R$ 125 mil em recursos de campanha. A estrutura financeira é composta por R$ 100 mil enviados pela direção estadual do PRD e por R$ 25 mil aplicados em recursos próprios pelo postulante.
PDT e PSOL injetam recursos nas campanhas locais
Outros dois candidatos da região ultrapassaram a marca dos R$ 90 mil em receitas registradas. Marcell Castro (PDT) informou o recebimento de R$ 100 mil brutos, oriundos da direção nacional do PDT.
Já Alexandre VR Abandonada (PSOL) soma R$ 96.075,00. A maior parte da verba veio do diretório nacional do PSOL, com R$ 84.700,00. O candidato registra ainda R$ 10.650,00 associados ao deputado federal Glauber Braga, valor que contempla materiais impressos dobrados para divulgação conjunta, além de R$ 625,00 via financiamento coletivo e contribuições individuais.
Situação das demais candidaturas
O levantamento aponta também os registros atualizados dos outros nomes acompanhados na região: Jari Oliveira (PSB) declarou R$ 72.600,00 ao TSE. O diretório nacional do PSB encaminhou R$ 70 mil para a campanha, enquanto os R$ 2,6 mil restantes vieram de doações particulares de apoiadores, como Carlos Roberto Paiva, que colaborou com R$ 2 mil, e Iuri Duque da Incarnação.
Tales Custódio (Agir) apresentou R$ 20.750,00 em receitas, sendo R$ 20 mil repassados pela direção do Agir e o montante restante fruto de aplicação própria do candidato.
Marcelo Cabeleireiro (PSD) registrou R$ 11.200,00 em movimentações. A arrecadação é formada por R$ 3.700,00 do próprio candidato, R$ 3 mil doados por seu filho, Matheus Moreira Borges, e R$ 4,5 mil repassados por Leonardo Santos, o Leo da Joalheria.
Edson Albertassi (MDB) declarou R$ 10 mil em receitas até o momento, montante vindo integralmente de recursos do próprio candidato.
Peso dos fundos partidários e próximos prazos
A mudança no ritmo de arrecadação evidencia a entrada efetiva dos diretórios nacionais e estaduais na reta final de estruturação das candidaturas. Enquanto os boletins iniciais registravam prioritariamente tiragens modestas de doações próprias ou vaquinhas virtuais, os números atuais mostram o peso do dinheiro público partidário na confecção do material de rua e na contratação de pessoal.
As informações consolidadas refletem os dados abertos no sistema da Justiça Eleitoral até a primeira semana de setembro. O panorama das finanças de todas as candidaturas ficará ainda mais claro entre os dias 9 e 13 de setembro, período em que os partidos são obrigados a entregar a primeira prestação de contas parcial, referente a toda a movimentação financeira realizada até o dia 8 de setembro.
