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Vassouras coloca a inovação no centro do combate ao câncer com projeto pioneiro de protonterapia

FUSVE lidera iniciativa para implantação do primeiro Centro de Protonterapia do Brasil e leva a experiência construída em Vassouras para um projeto de alcance nacional

Projeto reúne tecnologia, pesquisa e assistência oncológica com participação da FUSVE, Universidade de Vassouras, INCA, CNEN e IBA

Representantes da FUSVE durante missão técnica internacional para conhecer equipamentos e estruturas de protonterapia.

Uma iniciativa que tem suas raízes em Vassouras está colocando a Fundação Severino Sombra (FUSVE) no centro de um dos projetos mais inovadores da oncologia brasileira. A instituição trabalha na implantação do primeiro Centro de Protonterapia do Brasil, tecnologia avançada de radioterapia que utiliza feixes de prótons para atingir tumores com elevada precisão.

À frente da iniciativa está o presidente da FUSVE, Gustavo Oliveira do Amaral. O projeto também envolve a Universidade de Vassouras, que tem como reitor o Prof. Dr. Marco Antonio Soares de Souza, integrante da missão da Fundação voltada ao desenvolvimento da iniciativa.

A proposta é levar ao Brasil uma tecnologia que pode ampliar as possibilidades de tratamento de determinados tipos de câncer, com atenção especial a casos pediátricos e tumores localizados próximos a estruturas sensíveis.

Da experiência de Vassouras para um projeto de alcance nacional

Criada a partir do legado de Severino Sombra, a FUSVE construiu em Vassouras uma trajetória ligada à educação, à saúde, à formação de profissionais e à pesquisa. Atualmente, a instituição mantém a Universidade de Vassouras e unidades de saúde, entre outros projetos, e amplia sua atuação em áreas de tecnologia e inovação.

É nesse contexto que surge o projeto de protonterapia. A FUSVE vem articulando parcerias técnicas e institucionais para viabilizar a implantação do centro, incluindo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a empresa belga Ion Beam Applications (IBA), responsável pela tecnologia que deverá ser utilizada no empreendimento.

Gustavo Amaral, presidente da FUSVE, apresenta a iniciativa brasileira de protonterapia em agenda internacional.

Uma tecnologia de alta precisão

A protonterapia é uma modalidade de radioterapia que utiliza partículas carregadas, os prótons, para entregar dose de radiação ao tumor. Uma das características da técnica é a possibilidade de concentrar a dose na região planejada, reduzindo a exposição de tecidos saudáveis em determinadas situações.

Segundo informações divulgadas pela própria FUSVE, a tecnologia tem especial relevância para tratamentos pediátricos e para tumores complexos ou localizados próximos a órgãos vitais. A proposta, portanto, não é apenas incorporar um novo equipamento ao sistema de saúde, mas criar uma estrutura especializada para oferecer uma modalidade ainda pouco disponível no mundo.

Equipamento de protonterapia da IBA, tecnologia escolhida para o projeto brasileiro.

FUSVE amplia presença em uma área estratégica da medicina

O projeto representa também uma expansão da atuação da FUSVE na área oncológica. A Fundação incorporou o Hospital Mário Kroeff, no Rio de Janeiro, instituição tradicional no tratamento do câncer, e passou a integrar a experiência hospitalar à capacidade acadêmica e de pesquisa da Universidade de Vassouras.

Em 2025, FUSVE e CNEN assinaram um Memorando de Entendimento para avançar nas etapas relacionadas ao projeto e estudar a integração da protonterapia ao Sistema Único de Saúde. A proposta anunciada prevê prioridade para usuários do SUS, ampliando o acesso a uma modalidade de tratamento considerada de alta complexidade.

Equipe multidisciplinar envolvida nas etapas de desenvolvimento do projeto de protonterapia.

Um projeto que projeta Vassouras para além das fronteiras do município

Embora o futuro Centro de Protonterapia esteja sendo desenvolvido para atendimento no Rio de Janeiro, a iniciativa tem uma relação direta com Vassouras por meio da FUSVE e da Universidade de Vassouras. É da cidade que parte uma parcela importante da trajetória institucional que hoje sustenta um projeto de dimensão nacional.

A missão internacional realizada pela FUSVE reforça essa estratégia. A equipe visitou instalações especializadas para conhecer de perto as etapas de construção, instalação, integração dos equipamentos e preparação para a operação de centros de protonterapia.

Para Vassouras, o movimento representa mais do que a participação em um projeto de alta tecnologia. É a demonstração de como uma instituição criada no interior do Estado do Rio de Janeiro pode ampliar sua atuação e participar de iniciativas que buscam mudar o acesso dos brasileiros às tecnologias mais avançadas no tratamento do câncer.

O projeto ainda está em fase de implantação. Mas a iniciativa já coloca Vassouras, por meio da FUSVE e da Universidade de Vassouras, em uma discussão nacional sobre o futuro da oncologia e da inovação em saúde.
Fontes:
FUSVE — informações institucionais e notícias sobre o projeto de protonterapia.
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) — informações sobre o Memorando de Entendimento firmado com a FUSVE.
Universidade de Vassouras — informações institucionais sobre o reitor Marco Antonio Soares de Souza.

 

 

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