VOLTA REDONDA
Com o debate sobre segurança pública ganhando espaço nas eleições gerais de 2026, o ex-vereador de Volta Redonda e atual subprefeito do Santo Agostinho, Ednilson Vampirinho, defendeu a criação de uma política voltada ao reaproveitamento profissional de jovens que passam pelas Forças Armadas e deixam o serviço militar.
A proposta é de que parte desses jovens possam ser direcionados, mediante critérios e processos seletivos específicos, para outras áreas da segurança pública como as guardas municipais, forças de proteção e defesa civil e demais estruturas que tenham atuação na prevenção e no atendimento à população.
O objetivo é justamente ampliar o efetivo, em especial, no Estado do Rio de Janeiro. Dados recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgou balanço que compara o julho deste ano com o mesmo mês de 2025 e registrou que a letalidade violenta aumentou em cerca de 25%.
Segundo divulgado nos noticiários, a alta teria sido provocada principalmente pelos homicídios dolosos (+27%) e pelas mortes em confronto com agentes de segurança (+45%).
COMO FUNCIONA O PROJETO
A ideia parte do princípio de que os jovens que cumprem o serviço militar obrigatório recebem formação em áreas como disciplina, organização, hierarquia, condicionamento físico, noções de segurança e atuação em situações de emergência. Para ele, esse conhecimento poderia ser aproveitado pelo poder público após o término do período nas Forças Armadas. “É um jovem que passa por um período de formação, aprende disciplina, responsabilidade e recebe conhecimentos que podem ser úteis para a sociedade. Precisamos discutir como aproveitar essa experiência depois que ele deixa o serviço militar”, afirmou Vampirinho.
O ex-vereador ainda acrescentou que a medida poderia contribuir para ampliar o número de profissionais preparados para atuar na segurança pública e, ao mesmo tempo, criar uma perspectiva profissional para jovens que concluem o serviço militar. “Não se trata de transformar todo jovem que serviu às Forças Armadas em agente de segurança. Trata-se de criar uma ponte, para quem tiver interesse e perfil, entre a formação que recebeu e uma oportunidade de continuar servindo à sociedade”, concluiu.