O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, acolheu um pedido feito pela Polícia Federal para que dados de uma operação contra a produtora do filme Dark Horse – cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – sejam compartilhados.
Em maio, o ministro abriu uma investigação para apurar uso de emenda parlamentar para financiar projetos culturais, entre eles o filme. O caso tramitava em ação que fiscaliza o repasse e a execução de emendas parlamentares ao redor do País. O novo processo tramita em sigilo.
No mês seguinte, a Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação para apurar suspeita de fraude em um contrato firmado entre a prefeitura da capital paulista e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), chefiado pela dona da produtora Go Up Entertainment, responsável por Dark Horse.
Há suspeitas de que os recursos teriam sido utilizados, na verdade, para financiar a produção da biografia indiretamente.
Uma outra frente de investigação apura a real destinação de recursos investidos por Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, no filme. O site The Intercept Brasil revelou áudios do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cobrando pagamentos ao banqueiro.
Devido a isso, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de uma investigação no âmbito do caso Master para descobrir se os recursos foram utilizados para custear a estadia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.