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Subsecretário de Turismo de Búzios é preso por esquema de corrupção em festas náuticas

O subsecretário municipal de Turismo de Armação dos Búzios, Sérgio Ferreira dos Santos foi preso na manhã desta terça-feira (14) durante uma operação do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que investiga um esquema de corrupção relacionado à realização de festas náuticas no município da Região dos Lagos. Também foi preso o coordenador de Trânsito e Transporte de Búzios, Igenes Lopes Santos Filho, conhecido como Geninho e atual presidente da CooperBúzios. Ao todo, quatro pessoas foram denunciadas por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público, o grupo cobrava entre R$ 1 mil e R$ 3 mil de organizadores de eventos para permitir a realização de festas em embarcações sem a expedição formal de alvará e para deixar de fiscalizá-las. As investigações identificaram pelo menos 38 episódios de corrupção, em um esquema que teria funcionado entre janeiro de 2021 e março de 2026.

Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, após denúncia apresentada pelo Gaeco. A ação foi cumprida com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ.

Além das prisões preventivas, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos quatro denunciados. Também foi decretada a suspensão do exercício das funções públicas dos investigados e o sequestro de bens até o limite de R$ 500 mil.

De acordo com o Ministério Público, o esquema consistia na cobrança de vantagens indevidas para autorizar festas náuticas sem a documentação exigida pelo poder público e para impedir ações de fiscalização. Os valores cobrados variavam conforme o evento, entre R$ 1 mil e R$ 3 mil.

As apurações apontam que o esquema permaneceu ativo por mais de cinco anos, entre janeiro de 2021 e março deste ano, período em que foram registrados ao menos 38 atos de corrupção ligados à realização dos eventos.

Os quatro denunciados responderão pelos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

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