A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro reagiu após o presidente Lula (PT) associar, em um evento de inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, uma eventual indicação da assembleia para o governo estadual com a milícia.
“Quando começou esse processo [definição da sucessão de Cláudio Castro], eu falei: ‘Se a Assembleia indicar, vai vir o mesmo’. Se a Assembleia tivesse que indicar, ia vir um miliciano”, comentou Lula neste sábado 23.
Em resposta, a Alerj – que é presidida pelo deputado Douglas Ruas (PL) – afirmou que “respeita as instituições e espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do País, inclusive do presidente da República”. Disse ainda ser “inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos”.
Ruas também saiu em defesa da Alerj e criticou o presidente. “Lula veio ao Rio e, mais uma vez, desrespeitou o nosso povo, fazendo ataques generalizados. Lula e o seu amigo Eduardo Paes não têm moral para dar lição sobre o combate ao crime organizado”, disse.