13/05/2026 09:34

  • Home
  • Politica
  • Alerj aprova protocolo contra racismo e intolerância religiosa nas escolas do Rio

Alerj aprova protocolo contra racismo e intolerância religiosa nas escolas do Rio

CMRJ

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta terça-feira (12/05), em segunda discussão, o Projeto de Lei nº 1.529/2023, que cria um protocolo de atuação contra racismo e intolerância religiosa nas escolas públicas e privadas do estado.

A proposta, de autoria do deputado Carlos Minc, do PSB, segue agora para o Governo do Estado, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto.

Batizada de Lei Guilherme Lima, a medida estabelece procedimentos padronizados para que unidades de ensino saibam como agir diante de casos de discriminação racial ou religiosa no ambiente escolar.

Entre as ações previstas estão o acolhimento e a escuta das vítimas e dos envolvidos, a convocação dos responsáveis para reuniões de orientação e a oferta de apoio psicológico e pedagógico aos estudantes afetados.

Escolas deverão apurar casos e comunicar autoridades

O projeto também prevê a abertura de procedimentos internos para apuração dos episódios de discriminação. Quando necessário, as escolas deverão comunicar os casos às autoridades competentes, para que os autores sejam responsabilizados conforme a legislação em vigor.

Além das medidas imediatas, o texto cria diretrizes para um protocolo permanente de atuação nas unidades de ensino. Entre elas estão o acesso a materiais pedagógicos sobre racismo e intolerância religiosa na realidade brasileira e a valorização da liberdade de consciência, crença e culto.

A proposta também reforça que o tema não poderá ser usado para promoção político-partidária dentro do ambiente escolar. O texto afirma ainda que ninguém poderá ser responsabilizado administrativamente apenas por sua crença religiosa, conforme a Constituição Federal.

A responsabilização das instituições de ensino não afasta a responsabilidade individual de gestores ou de outras pessoas envolvidas em práticas discriminatórias.

Minc defende prevenção e acolhimento

Para Carlos Minc, a proposta busca prevenir casos de racismo e intolerância religiosa nas escolas, além de garantir acolhimento às vítimas e suas famílias.

“Esses episódios não são corriqueiros, as vítimas e seus familiares sofrem tendo que reorganizar, muitas vezes, suas vidas a partir das mudanças involuntárias em suas rotinas. Não podemos nos omitir a discutir o tema e seus impactos”, afirmou Carlos Minc.

Quem foi Guilherme Lima

O projeto leva o nome de Guilherme Lima, adolescente de 14 anos que morreu após sofrer racismo na escola onde estudava. A escolha do nome busca preservar sua memória e reforçar a necessidade de respostas institucionais mais claras para casos de discriminação no ambiente escolar.

O autor abriu coautoria do projeto para os demais parlamentares da Alerj. Caso seja sancionada, a lei entrará em vigor 90 dias após sua publicação.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Suspeitos de tráfico são presos em Volta Redonda – Informa Cidade

Quatro suspeitos de tráfico, entre eles duas mulheres, foram presos na tarde da terça-feira (12)…

Taxa de turismo em Angra vira alvo de debate na Alerj após cobrança sobre falta de investimentos

ANGRA DOS REISA Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado do rio de…

Polícia apreende drogas e detém três suspeitos em Barra Mansa

BARRA MANSA Agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da…