23/09/2026 05:56

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Pesquisas que mostram empate entre Lula e Flávio servem de alerta, diz Boulos – CartaCapital

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse considerar que as pesquisas de intenção de votos que apontaram um empate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida à Presidência foram importantes para alertar o governo sobre a necessidade de mobilização para a eleição de 2026.

Além disso, recomendou que militantes do PT e líderes de movimentos sociais não fiquem assustados com o que chamou de “terrorismo” feito pelas sondagens, classificando o pleito deste ano como uma “guerra” que exigirá “sangue no olho”. As declarações foram durante encontro com movimentos sociais em Aracaju, nesta quinta-feira 12.

“A batalha já começou, não achem que será apenas em outubro. E ela passará por uma comparação. Não pensem que vamos ficar na defensiva. No momento certo vamos mostrar quem de fato é Flávio Bolsonaro”, disse, citando as apurações que miraram o senador pelo suposto esquema de rachadinhas na Alerj. “Aí vai ser o momento de dar rumo à guerra que será a eleição deste ano”.

Uma série de pesquisas divulgadas nos últimos dias deixou integrantes do PT e auxiliares de Lula preocupados com o crescimento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A mais recente sondagem da Quaest apontou que, pela primeira vez, Flávio e o petista estão empatados numericamente na simulação de segundo turno, ambos com 41% das menções. Em fevereiro, o levantamento do instituto trazia Lula à frente do senador, com 43% ante 38%.

“Vi muitos companheiros preocupados com as pesquisas, mas acho que elas são boas. Porque a pior coisa é entrar numa eleição achando que já ganhou, de salto alto. Foi um alerta para o povo e para a militância de que vamos enfrentar uma batalha que vai precisar de todo mundo, da nossa energia, da gente na rua brigando por ideias e princípios”, avaliou o ministro.

Para Boulos, o resultado da eleição influenciará o posicionamento do Brasil diante de pressões internacionais, especialmente dos Estados Unidos. “Vamos enfrentar a eleição mais importante do planeta em 2026, porque está em jogo a soberania nacional e a geopolítica mundial. Os Estados Unidos, com Trump, querem passar o trator na América Latina como se fosse quintal”, disse.

Mencionando as investigações da Polícia Federal sobre o banco Master e as fraudes no INSS, o ministro também defendeu que os militantes respondam as provocações dos adversários. “Nosso time não tem que ficar acuado por nada. A posição do Lula é que se investigue tudo. Não temos que ouvir desaforo dessa turma”, afirmou.

Questionado por CartaCapital se considera migrar para o PT após seu partido, o PSOL, rejeitar unir-se em uma federação com a sigla petista, Boulos não quis responder. A possibilidade tem sido ventilada nos bastidores em razão de o ex-deputado ter sido um dos principais entusiastas da aliança.

O ministro desembarcou em Aracaju na manhã desta quinta-feira para a 8ª edição do Governo do Brasil na Rua, iniciativa do governo federal que visa aproximar as políticas públicas da população. O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, esteve na primeira parte da agenda com o chefe da SGPR. 

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