O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, vai disponibilizar ao menos mais quatro servidores para atuarem no caso do Banco Master no gabinete do ministro André Mendonça.
Em conversa reservada realizada nesta segunda-feira 9, os ministros discutiram sobre o status atual do caso e necessidades que possam ser sanadas com a contribuição da presidência da Corte. Fachin se colocou à disposição de Mendonça, que assumiu a relatoria do processo após Dias Toffoli se retirar do caso por pressão dos colegas.
O presidente do Supremo fez conversas individuais com todos os ministros nos últimos dias. À mesa, foram colocados outros temas, além do escândalo do Master envolvendo Toffoli e Alexandre de Moraes. Com os colegas de toga, Fachin também discutiu a respeito do Código de Ética.
O objetivo do magistrado é construir consensos em torno de assuntos que têm dividido a Corte e tensionado as relações entre os ministros.
A avaliação interna é que novos investigados devem surgir com os desdobramentos das investigações da Polícia Federal, que deverá pedir prorrogação no prazo para conclusão do inquérito devido ao montante de informação que ainda há para ser analisada.
Caso surjam nomes de ministros nas apurações, aliados de Mendonça avaliam que haverá um debate de como menções desse tipo a magistrados são tratadas no STF, tendo em vista o ineditismo das circunstâncias. Mas, caso haja a necessidade, o relator não deve se abster de se posicionar em favor das investigações.