
A Rede Sustentabilidade e o PSOL ficam juntos por mais quatro anos. Foi a essa a decisão à qual o Diretório Nacional da Rede chegou no último sábado (7). Há quatros, os partidos fecharam uma federação e devem permanecer, pelo mesmo período, também federados, segundo a decisão unânime do colegiado.
Na votação, 68 integrantes da Rede Sustentabilidade votaram pela manutenção da parceria. A deputada federal Heloisa Helena (Rede-RJ), coordenadora nacional de organização do partido, defendeu a manutenção da federação entre as duas agremiações, que devem respeitar, como sempre, as idiossincrasias de cada uma, como destacou a deputada:
“Respeitamos a decisão do PSOL, como respeitaríamos se fosse diferente. Assim sendo, caminharemos juntos na federação PSOL-Rede, com toda coerência ideológica que a dura realidade, de sofrimento social e muito banditismo político, nos impõe”, disse Heloisa Helena.
O porta-voz nacional da Rede – o equivalente a presidente em outros partidos, Paulo Lamac, frisou que, no momento, as forças progressistas devem se unir para assegurar a manutenção da democracia e dos direitos das pessoas mais vulneráveis economicamente e socialmente:
“A decisão sobre a federação e as eleições de 2026 foi feita de forma democrática. Como sempre, todas as correntes do partido foram ouvidas. Continuaremos trabalhando em função de princípios programáticos e na defesa de um Brasil mais justo, solidário e sustentável”, afirmou Lamac.
Segundo as regras eleitorais, nas eleições de 2026, a federação Rede/PSOL deve eleger ao menos 13 deputados federais ou reunir 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados. Nos dois casos, os votos devem ser distribuídos por pelo menos 9 dos 27 Estados brasileiros.
Em 2022, os dois partidos, já federados, atingiram as exigências mínimas da cláusula de barreira, alcançando 4,29% dos votos nacionais. Na ocasião, foram eleitos 14 deputados federais.
Instituída a partir da reforma eleitoral de 2021, a federação partidária foi colocada em prática no ano seguinte. Com a extinção das coligações proporcionais em 2017, o Congresso Nacional aprovou a nova figura jurídica (Federação), para permitir que partidos menores ultrapassassem a cláusula de barreira e, com isso, tivessem acesso aos recursos dos fundos partidários e à propaganda gratuita no rádio e na TV.