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MEP relembra o Dia do Voto Feminino e aponta desafios da representatividade em Volta Redonda

VOLTA REDONDA

Nesta terça-feira, 24 de fevereiro, o Brasil celebra o Dia da Conquista do Voto Feminino, marco histórico instituído a partir do Código Eleitoral de 1932, que garantiu às mulheres o direito de votar e serem votadas. A data simboliza um avanço decisivo na consolidação da democracia brasileira e na ampliação da cidadania.

Oficializada nacionalmente pela Lei nº 14.986/2024, a data reforça o reconhecimento da luta das mulheres que enfrentaram barreiras sociais, políticas e culturais para garantir participação no processo eleitoral. A pioneira Celina Guimarães Viana, primeira mulher a se alistar eleitora no Brasil, tornou-se símbolo desse movimento que transformou a história política do país.

Em Volta Redonda, os números revelam um cenário que convida à reflexão. As mulheres representam 53,3% do eleitorado do município — maioria expressiva nas urnas. No entanto, essa presença não se reflete na mesma proporção nos espaços de poder. Ao longo da história política local, apenas uma mulher ocupou o cargo de vice-prefeita, e atualmente a Câmara Municipal conta com duas vereadoras.

Diante desse contexto, integrantes do Movimento Ética na Política (MEP) destacam que a data deve ir além da celebração simbólica.

O conselheiro do MEP, professor Érique Barcellos, ressalta que a oficialização do 24 de fevereiro como data comemorativa nacional reforça a importância de preservar a memória histórica. “Celebrar o voto feminino é reafirmar o compromisso com a equidade de gênero e com o fortalecimento da democracia. É também uma oportunidade para que escolas e instituições ampliem o debate sobre a participação das mulheres na ciência, na política e nos espaços de decisão”, afirma.

A professora Vitória Fortini, voluntária do Pré-Vestibular Cidadão, chama atenção para o descompasso entre eleitorado e representatividade. “Desde as primeiras conquistas até hoje, o voto feminino simboliza avanço, mas também desafio. Democracia não é apenas o direito de votar, mas de ocupar os espaços onde as decisões são tomadas. Superar o patriarcado passa por transformar a cultura política, fortalecer candidaturas femininas com recursos, visibilidade e proteção institucional”, defende.

Já a conselheira do MEP, Abigail Ribeiro, aponta que características históricas e econômicas do município também influenciam esse cenário. “Volta Redonda tem forte identidade industrial, e isso contribui para a manutenção de estruturas tradicionais de poder. A representatividade feminina em cargos de liderança ainda é rara e, quando acontece, frequentemente questionada. O avanço depende de educação, autonomia profissional e articulação social”, analisa.

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