22/09/2026 21:14

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Pesquisa aponta que disputa eleitoral de 2026 influencia planos de aluguel e compra de imóveis no Rio

Foto: Divulgação/TSE

As eleições de outubro de 2026 já entraram no radar de quem planeja alugar ou comprar imóvel no Rio de Janeiro. É o que indica uma pesquisa encomendada pela Loft e realizada pela Offerwise, que mediu como o calendário eleitoral pode interferir na decisão de mudar de casa.

No estado, 46% dos entrevistados dizem que podem antecipar ou adiar a decisão de alugar um imóvel nos próximos 12 meses por causa da disputa eleitoral. Na compra, o número também é alto: 38% afirmam que cogitam mexer no cronograma por influência do cenário político.

Mesmo assim, o grupo que pretende seguir com a vida sem esperar o resultado das urnas continua majoritário, especialmente no aluguel. Entre os que planejam alugar nos próximos 12 meses, 46% afirmam que vão manter os planos. Outros 23% dizem que querem antecipar a decisão e mais 23% falam em adiar a troca.

Ricardo Kauffman, diretor de Comunicação da Loft, interpreta o movimento como ajuste, não como freio total. “Apesar do impacto do calendário eleitoral sobre as decisões, a maioria dos entrevistados afirma que pretende manter seus planos, o que indica um mercado atento ao cenário político, mas ainda ativo. Os dados sugerem ajuste de estratégia por parte dos consumidores, e não paralisação”, diz.

A pesquisa aponta diferenças por perfil. No aluguel, a antecipação aparece com mais força entre pessoas de 25 a 34 anos (40%) e na classe D/E (50%). Já o adiamento é mais comum entre entrevistados de 45 a 54 anos (50%) e na classe C (36%).

Na compra de imóveis, a fotografia é parecida, mas com percentuais diferentes. No Rio de Janeiro, 58% dizem que pretendem manter a decisão de comprar um imóvel mesmo com a proximidade das eleições. Outros 25% falam em antecipar a compra e 13% afirmam que devem adiar o fechamento do negócio por causa do cenário político.

Entre os que pensam em antecipar, o recorte chama atenção: jovens de 18 a 24 anos (63%) e consumidores da classe A (75%). O adiamento aparece mais entre pessoas de 45 a 54 anos (24%) e na classe B (17%).

Quando o recorte é prazo, metade dos entrevistados que estão na jornada de locação (50%) pretende concluir a negociação no primeiro semestre de 2026. Na compra, 41% dizem o mesmo.

Para Ricardo Kauffman, a leitura é de prudência com um olho na política e outro no bolso. “Os dados sugerem que o calendário eleitoral atua como um fator adicional de prudência para famílias brasileiras, especialmente em decisões de maior comprometimento financeiro, como a compra de um imóvel. Ao mesmo tempo, a intenção relevante de fechamento de negócios no primeiro semestre indica que parte do mercado busca se antecipar a eventuais mudanças no cenário econômico e político ao longo do ano”, afirma.

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