28/04/2026 07:28

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Prefeito catarinense critica candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado – CartaCapital

O prefeito de Camboriú (SC), Leonel Pavan (PSD), criticou a candidatura do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) em Santa Catarina. Depois de exercer sete mandatos consecutivos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro renunciou ao cargo em dezembro e deve disputar uma das vagas reservadas aos catarinenses no Senado neste ano.

Para Pavan, a operação é “uma loucura”, e o estado estaria sendo tratado como um “balcão de negócios” eleitorais. Pavan foi vice-governador de Santa Catarina entre 2007 e 2010 e chegou a assumir o Executivo estadual interinamente após a renúncia do então governador. Ele também é pai da prefeita de Balneário Camboriú, município onde Jair Renan Bolsonaro, irmão de Carlos, exerce seu primeiro mandato como vereador.

“Acho uma loucura o que o PL está fazendo em Santa Catarina. Trazer um vereador lá do Rio só para ser candidato, como se nós fôssemos um balcão de negócios, que vai por emoção, eu acho uma loucura”, afirmou o prefeito em entrevista divulgada pelo portal Catarina Notícias na última quinta-feira 15. Ele ponderou, porém, que a “decisão é deles”, e chamou a polarização política de “ignorância enorme”.

Esta não é a primeira crítica pública à candidatura de Carlos. Outros prefeitos catarinenses, como os gestores de Pouso Redondo e Joinville, viram a transferência de domicílio eleitoral do ex-vereador da capital fluminense para São José, cidade com 270 mil habitantes, como “oportunismo”.

A candidatura do filho 02 de Jair Bolsonaro abriu ainda um flanco de tensão dentro da própria base bolsonarista no estado. De acordo com relatos de fontes a par das negociações, havia um acerto de bastidor por uma chapa na qual a deputada federal Caroline De Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP) seriam os postulantes à Casa Alta. O plano, no entanto, esbarrou na estratégia do governador Jorginho Mello, que buscará a reeleição e resiste a entregar as duas vagas a nomes do próprio PL — movimento que pode dificultar a costura de alianças com outras siglas. Diante do impasse, De Toni chegou a ameaçar deixar o partido e migrar para o Novo.

Um levantamento Real Time Big Data divulgado no início de janeiro mostrou Carlos na liderança de todas as projeções em que foi considerado, enquanto Amin e a deputada disputam a vice-liderança. À esquerda, Décio Lima (PT) é o mais competitivo.

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