O Brasil terminará esta quarta-feira 5 com a segunda maior taxa real de juros no mundo, segundo um monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. No fim da tarde, o Comitê de Política Monetária anunciará se mantém ou altera a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano.
Independentemente da decisão do colegiado, o País fechará o dia na segunda colocação. Se o Copom optar pela manutenção, a taxa real será de 9,74% — atrás apenas da Turquia, com seus 17,8%. Em caso de corte de 0,25 ponto (hipótese considerada improvável pelo mercado financeiro), o índice será de 9,41% — superior aos 9,1% da Rússia, terceiro país na lista.
Para calcular o índice real, leva-se em conta a taxa de juros “a mercado” — ou seja, um referencial do que seriam juros tomados em uma operação real — e a inflação projetada para os 12 meses seguintes.
Segundo o Boletim Focus da última segunda-feira 3, elaborado pelo Banco Central após ouvir instituições financeiras, a estimativa de inflação para 2025 recuou de 4,56% para 4,55%. A meta é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).
Na última terça 4, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), voltou a defender um corte nos juros. “Se fosse, eu votava pela queda, porque não sustenta 10% de juro real”, argumentou. “Teremos a menor inflação em quatro anos, o menor desemprego da série histórica e o maior crescimento desde 2010.”