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Jogador de VR que reagiu a ataque racista recebe pena maior que ofensor – Informa Cidade

O zagueiro Paulo Vitor, do Nacional-PR, chamado de “macaco” por Diego, do Batel, em partida pela Taça FPF (Federação Paranaense de Futebol) no começo deste mês, foi punido com uma pena maior que o adversário por revidar à agressão verbal com um soco. A decisão do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná foi tomada na terça-feira (21).

Enquanto o ofensor foi condenado a sete jogos de suspensão e multa de R$ 2 mil por ato de injúria racial, PV foi suspenso por 10 jogos por revidar com um soco e ter cuspido no adversário. PV é de Volta Redonda.

O processo disciplinar do TJD-PR informa que foi necessário o uso de imagens de TV para condenar Diego. “O ato racista não foi presenciado pela equipe de arbitragem. Contudo, a conduta do Sr. Diego ficou constatada em transmissão a pronúncia da palavra ‘MACACO’, dirigida ao Sr. Paulo”, diz o documento da entidade.

Em sua defesa, Diego afirmou que falou “malaco”, mas a tese não foi aceita pelo tribunal. No dia do jogo, PV reagiu dando um soco em Diego, que caiu no gramado e foi retirado de ambulância.

O tribunal reconheceu que PV agiu motivado pelas palavras de Diego, mas não o isentou de culpa. “O atleta denunciado [PV], movido pela agressão verbal sofrida, pelo ato de racismo, desferiu um soco no atleta adversário, qual configura agressão física, infração prevista no artigo 254-A do CBJD6”, diz a ata.

O Nacional-PR se posicionou sobre o resultado e disse que vai entrar com recurso contra a decisão. Já o Batel reiterou sua “postura de tolerância zero a qualquer tipo de preconceito ou discriminação”. Autor da injúria racial, Diego foi dispensado pelo clube no dia seguinte à agressão.

A Federação Paranaense de Futebol também se pronunciou em nota oficial naquela data, condenando a atitude racista do jogador do Batel. A Federação também reiterou seu posicionamento criticando a reação de PV, alegando que é “contra a violência no futebol, dentro e fora dos gramados”.

Criminal – Na esfera criminal, a Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito para apurar o caso, ouviu os dois atletas e segue as diligências. Agora, a defesa de PV aguarda a denúncia do Ministério Público do Paraná. A defesa também vai entrar com processo na esfera cível. Com informações do Uol e ge. (Imagem: Reprodução)

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